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Entrega em abril chegou a cair mais de US$ 1,60 na bolsa mercantil de Nova York (Nymex), atingindo a mínima de US$ 103,78

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Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda hoje na bolsa mercantil de Nova York, mas bem acima das mínimas provocadas por uma notícia veiculada pela Reuters segundo a qual os Estados Unidos recorreriam em breve a suas reservas estratégicas por conta do elevado preço da commodity nos mercados internacionais.

O petróleo para entrega em abril chegou a cair mais de US$ 1,60 na bolsa mercantil de Nova York (Nymex), atingindo a mínima intradia de US$ 103,78. A maior parte das perdas, porém, foi anulada depois que a Casa Branca desmentiu a notícia e assegurou não haver nenhum acordo referente à liberação de suas reservas estratégicas de petróleo.

De acordo com o secretário de Imprensa da Casa Branca, Jay Carney, as notícias veiculadas sobre a existência de tal acordo são "incorretas" e "falsas". Ainda segundo Carney, também é incorreto dizer que exista um cronograma para que se chegue a tal acordo.

Uma fonte norte-americana disse que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, conversaram sobre isso durante encontro ocorrido na Casa Branca, mas não chegaram a nenhuma conclusão.

Apesar dos desmentidos, alguns analistas acreditam que a notícia já causou estrago nas perspectivas altistas do mercado de petróleo.

Segundo Carl Larry, da Oil Outlooks and Opinions, a lembrança de que os países podem recorrer a estoques estratégicos para contornar a situação deve ter impacto negativo sobre os preços mais adiante. "Ninguém quer assumir o risco" de apostar na alta dos preços, escreveu ele em comentário.

Ao término da sessão, o petróleo para entrega em abril negociado na Nymex fechou em US$ 0,32 (0,30%), a US$ 105,11 por barril. Na plataforma eletrônica ICE, o Brent para abril caiu US$ 1,42 (1,13%), encerrando em US$ 123,55 por barril. As informações são da Dow Jones.

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