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Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta, se recuperando, em parte, da queda de mais de 4% registrada ontem

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Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta, se recuperando, em parte, da queda de mais de 4% registrada ontem. O relatório semanal do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos EUA mostrou que os estoques combinados de petróleo bruto e combustíveis recuaram. Além disso, a commodity também foi beneficiada pela retração do dólar.

Os contratos futuros de petróleo com entrega para novembro subiram US$ 2,28 (2,87%), a US$ 81,77 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). O contrato expirou hoje. O contrato mais negociado, com entrega para dezembro, avançou US$ 2,38 (2,97%), a US$ 82,54 o barril. Na plataforma ICE, o petróleo do tipo Brent para dezembro ganhou US$ 2,50 (3,08%), a US$ 83,60 o barril.

O DoE divulgou hoje que os estoques de petróleo bruto tiveram um aumento de 667 mil barris na semana encerrada no dia 15, um avanço bem menor do que os 2 milhões de barris previstos pelos analistas. E os estoques combinados da commodity e seus derivados, que atingiram o maior nível em 27 anos no mês passado, continuaram a registrar quedas modestas, com retração de 2 milhões de barris na referida semana.

O relatório do DoE combinado com um dólar fraco ajudou o petróleo a recuperar boa parte do terreno perdido ontem, quando a China anunciou uma inesperada alta nos juros e impulsionou a moeda norte-americana. Com isso, o petróleo fechou levemente abaixo de US$ 80 o barril ontem, pela primeira vez este mês. "A queda do petróleo ontem foi uma importante afirmação que, mesmo com o receio de uma demanda menor na China, mesmo com o dólar forte, mesmo com a economia instável, o barril ainda vale US$ 80", disse Carl Larry, analista da Oil Outlooks and Opinions.

Os operadores de petróleo têm acompanhando a oscilação do dólar nas últimas semanas, já que quando a moeda norte-americana está mais fraca a commodity se torna mais barata para compradores que utilizam outras moedas. Além disso, a queda do dólar tem feito com que os investidores se dirijam para ativos tangíveis, como o petróleo e o ouro.

Segundo operadores, o petróleo deve continuar a acompanhar o comportamento do dólar, e futuras quedas da moeda norte-americana podem manter a commodity em uma nova faixa de negociação entre US$ 80 e US$ 85 o barril. "Se nós analisarmos os números do DoE, eles foram levemente altistas, mas está claro que é o dólar que está controlando o mercado de petróleo no momento", comentou Mike Zarembski, analista sênior de commodities da OptionsXpress.

Os estoques de gasolina cresceram 1,155 milhão de barris, ante a previsão de queda de 1,3 milhão de barris. E os estoques de destilados, categoria que inclui óleo para aquecimento e diesel, caíram 2,155 milhões de barris, sendo que a estimativa era de declínio de 600 mil barris. A redução além do esperado nos estoques ajudou a impulsionar os preços do óleo para aquecimento. Os contratos futuros com entrega para novembro subiram US$ 0,0655 (2,99%), a US$ 2,2548 o galão. Os contratos de gasolina reformulada (RBOB) para novembro avançaram US$ 0,0343 (1,67%), para US$ 2,0826 o galão.

"Os estoques estão começando a cair, lenta mas solidamente, e eu acredito que essa será a tendência a partir de agora", disse Andy Lebow, analista de petróleo da MF Global. As informações são da Dow Jones.

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