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Commodity caiu devido a uma inesperada elevação nos estoques americanos de óleo bruto; relatório de emprego piorou o humor

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Os contratos futuros de petróleo negociados na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) voltaram a fechar com pouca variação, perto de US$ 100 por barril, em um dia no qual a fraqueza do dólar anulou as perdas iniciais decorrentes dos dados fracos sobre a geração de emprego nos Estados Unidos.

Os contratos de petróleo para entrega em julho fecharam em queda de US$ 0,18 (0,18%) na Nymex, a US$ 100,22 por barril. No mercado eletrônico ICE, o contrato de petróleo para julho subiu US$ 0,30 (0,26%) e fechou em US$ 115,84.

A commodity já havia começado a sessão de hoje em baixa por conta de uma inesperada elevação nos estoques norte-americanos de petróleo. A queda aprofundou-se depois de o Departamento de Trabalho dos EUA ter divulgado a geração de 54 mil vagas de emprego em maio, com o setor privado registrando o menor aumento nas vagas em quase um ano. O resultado ficou abaixo dos 160 mil postos de trabalho esperados pelos economistas ouvidos pela Dow Jones. Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego subiu de 9,0% em abril para 9,1% em maio, ante uma expectativa de 8,9%.

No entanto, o dólar caiu ante o euro por conta dos dados ruins nos EUA e das notícias de que a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional haviam obtido avanços na discussão do socorro financeiro à Grécia. E a queda da moeda norte-americana costuma fazer com que as commodities denominadas em dólar, como o petróleo, fiquem mais baratas para detentores de outras divisas, o que acabou por quase anular a queda do petróleo na sessão de hoje.

"Parece que vamos ficar nessa faixa entre US$ 95 e US$ 105 por mais algum tempo", avalia Gene McGillian, analista e corretor da Tradition Energy, em referência à margem de preço na qual o petróleo vem oscilando ao longo das últimas semanas.

Os participantes do mercado parecem estar ganhando tempo antes da reunião de ministros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), marcada para a próxima quarta-feira em Viena. Países consumidores têm pressionado o cartel a elevar a produção para aliviar os preços elevados da commodity.

"A próxima semana vai girar toda em torno da Opep", disse Andy Lebow, vice-presidente sênior de energia MF Global. O mercado de petróleo está bem abastecido no momento, com os estoques norte-americanos nos níveis mais elevados em dois anos, mas há expectativa de aumento da demanda no segundo semestre. As informações são da Dow Jones.

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