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Operadores aguardam novos sinais sobre a força da recuperação da economia dos Estados Unidos

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Os contratos futuros de petróleo fecharam praticamente estáveis hoje, recuperando-se de baixas no decorrer da sessão e mantendo-se acima dos US$ 100 por barril, enquanto operadores aguardam novos sinais sobre a força da recuperação da economia dos Estados Unidos.

O petróleo para entrega em julho negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) fechou em alta de US$ 0,11 (0,11%), a US$ 100,40 por barril. No mercado eletrônico ICE, o petróleo do tipo Brent fechou em alta de US$ 1,01 (0,88%), a US$ 115,54 por barril.

Depois de ter cedido mais de 2% na sessão de ontem em Nova York, o preço do barril do petróleo oscilou entre perdas e ganhos durante a maior parte da sessão desta quinta-feira. A commodity atingiu mínima de US$ 98,46. Inicialmente, um relatório do governo norte-americano mostrando aumento dos estoques de petróleo e de gasolina empurrou para baixo a cotação, mas os preços logo retornaram à faixa entre US$ 95 e US$ 105 na qual estão oscilando desde meados de maio.

Os estoques norte-americanos de petróleo bruto subiram 2,878 milhões de barris na semana até 27 de maio, para 373,806 milhões de barris, informou hoje o Departamento de Energia dos EUA. Analistas consultados pela Dow Jones previam queda de 1,2 milhão de barris. A elevação dos estoques somou-se a uma série de indicadores econômicos ruins que nos últimos dias mantiveram a pressão sobre o petróleo. Também na manhã de hoje, os pedidos de auxílio-desemprego mostraram uma queda apenas modesta, sugerindo que os dados mensais de emprego esperados para amanhã podem ser piores do que esperam os analistas.

Muitos investidores tornaram-se mais pessimistas em relação ao estado da economia norte-americana no decorrer do últimos mês, o que fez o preço do petróleo negociado na Nymex cair dos US$ 113 por barril do início de maio. Também há crescente preocupação com o impacto da desaceleração econômica da China e da crise da dívida da zona do euro sobre a recuperação da economia global. Tais temores já derrubam o preço do petróleo e o consumo de combustíveis, ao passo que empresas e consumidores cortam gastos para fazer frente à elevação dos preços de uma maneira geral. As informações são da Dow Jones.

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