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Notícias sobre a tensão no Irã e seu possível impacto no abastecimento mundial da commodity

Os contratos futuros de petróleo encerraram a segunda-feira praticamente estáveis, com os investidores divididos entre as notícias sobre a tensão no Irã e seu possível impacto no abastecimento mundial da commodity, e o surpreendente comunicado da China, informando que crescerá neste ano menos do que o previsto inicialmente.

Em Nova York, o barril do WTI para entrega em abril fechou valendo US$ 106,72, com alta de apenas US$ 0,02, enquanto o vencimento de maio subiu somente US$ 0,01, para US$ 107,18. Em Londres, o Brent de abril ganhou US$ 0,15, para US$ 123,80, enquanto o contrato para maio teve alta de US$ 0,33, para US$ 122,94. A China deverá crescer 7,5% em 2012, informou o premiê Wen Jiabao na abertura da sessão do Parlamento nesta segunda-feira.

É a primeira vez que o governo chinês reduz a meta de expansão econômica após mantê-la ao redor de 8% por sete anos consecutivos. Em 2011, o Produto Interno Bruto (PIB) da China avançou 9,2%, seguindo uma alta de 10,4% um ano antes. Apenas no quarto trimestre do calendário passado, a economia do país aumentou 8,9%, no confronto anual, o menor ritmo de crescimento em 10 trimestres.

A agenda de indicadores nos EUA também não trouxe dados muito animadores. As encomendas à indústria recuaram 1,0% em janeiro na comparação com dezembro, para US$ 462,58 bilhões. A queda é a primeira em três meses e também a maior em mais de um ano; em dezembro, o aumento de 1,1% originalmente anunciado foi revisado para alta de 1,4%. Analistas previam para janeiro, no entanto, um declínio ainda maior, de 1,6%.

Na ponta altista do mercado, o destaque ficou com a conversa entre o presidente americano, Barack Obama, e o líder israelense, Benjamin Netanyahu, sobre a situação no Irã. Obama reafirmou o apoio dos EUA a Israel. Na sexta-feira, ele já havia alertado o Irã que não estava "blefando" ao cogitar uma guerra caso o país insista em manter seu programa nuclear.

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