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Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta, superando a marca de US$ 83 o barril, impulsionados pela divulgação de um dado positivo sobre o mercado imobiliário dos EUA, que deixou os investidores mais otimistas em relação às perspectivas macroeconômicas

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Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta, superando a marca de US$ 83 o barril, impulsionados pela divulgação de um dado positivo sobre o mercado imobiliário dos EUA, que deixou os investidores mais otimistas em relação às perspectivas macroeconômicas. Além disso, o mercado também recebeu suporte dos receios sobre as greves prolongadas na França.

Os contratos de petróleo com entrega para novembro ganharam US$ 1,83 (2,25%) e fecharam a US$ 83,08 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). Na plataforma ICE, o petróleo do tipo Brent para dezembro teve alta de US$ 1,92 (2,33%), a US$ 84,37 o barril.

O petróleo se recuperou após ter chegado perto do nível técnico de resistência de US$ 80,30 no começo da sessão. A alta foi auxiliada por ganhos nos mercados de ações e por um aumento no índice de confiança da Associação Nacional de Construtoras de Casas (NAHB, na sigla em inglês) para 16 em outubro, de 13 em setembro. Essa foi a primeira elevação em cinco meses. Enquanto isso, protestos na França contra o plano do governo de elevar a idade mínima para aposentadoria prejudicaram ou interromperam a produção nas 12 refinarias do país.

"O suporte de hoje veio de dois fatores: as greves na França ainda são uma força altista significativa e parece que o petróleo tem acompanhando os mercados de ações nos últimos dias", comentou Jim Ritterbusch, diretor da Ritterbusch and Associates.

"Nós observamos uma recuperação nos mercados de ações que ajudou o petróleo", disse Matt Smith, analista de petróleo da Summit Energy. "É uma reação à onda de vendas no fim da semana passada, que gerou um interesse de compra", acrescentou.

Centenas de postos de gasolina foram fechados hoje na França em meio aos protestos contra as reformas no sistema de aposentadoria. Uma outra greve, nos terminais de Fos e Lavéra, chegou ao 22º dia, causando um congestionamento de 65 navios neste que é o terceiro maior porto de petróleo do mundo.

A greve também deu suporte aos preços da gasolina e do óleo para aquecimento. Os contratos de gasolina reformulada (RBOB) com entrega para novembro fecharam com ganho de US$ 0,0477, a US$ 2,1515 o galão. Os contratos de óleo para aquecimento para novembro subiram US$ 0,0453, a US$ 2,2761 o galão.

O dado da NAHB veio em um momento em que os investidores estão esperando por outros sinais de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) vai adotar mais medidas de estímulo à economia. Na sexta-feira, o presidente do Fed, Ben Bernanke, não deu muitos detalhes sobre os planos do banco central, embora a maioria dos investidores acredite que alguma forma de estímulo seja adotada.

Essas expectativas têm feito os investidores apostarem contra o dólar, que tem caído em relação aos seus principais adversários. Isso faz o petróleo subir, já que torna a commodity, denominada em dólar, mais barata para investidores que usam outras moedas. Além disso, com as oscilações no câmbio, os investidores estão buscando ativos tangíveis, como as commodities.

Os dados que serão divulgados na quarta-feira pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos EUA devem mostrar que os estoques de petróleo bruto do país tiveram uma alta de 2,4 milhões de barris, segundo uma pesquisa da Dow Jones com analistas. Os estoques de gasolina devem ter queda de 1,3 milhão de barris, enquanto os estoques de destilados, categoria que inclui diesel e óleo para aquecimento, devem ter uma redução de 900 mil barris. As informações são da Dow Jones.

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