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Gastos dos norte-americanos encolheram 0,2% em junho na comparação com o mês anterior

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Os preços dos contratos futuros do petróleo fecharam em queda, pressionados por receios com a economia dos EUA depois de dados mostrarem que os gastos dos norte-americanos encolheram 0,2% em junho na comparação com o mês anterior, registrando o declínio mais acentuado desde setembro de 2009. A renda pessoal, no entanto, cresceu 0,1%.

"A demanda não esteve forte ao longo deste ano, mas os preços receberam suporte porque todos apostavam na recuperação da economia", disse Tom Bentz, diretor do BNP Paribas Commodity Futures. "Agora batemos numa lombada." Ontem, dados que mostraram um desaquecimento na atividade industrial dos EUA, da zona do euro e da China contribuíram para deixar os investidores menos otimistas em relação às perspectivas de crescimento econômico no segundo semestre.

Outro fator que pesou sobre os preços do petróleo foram dados da pesquisa SpendingPulse, da MasterCard Advisors, que mostraram um declínio de 3,1% nas vendas de gasolina na semana encerrada em 29 de julho em comparação a igual período do ano passado.

O contrato do petróleo para setembro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em baixa de US$ 1,10, ou 1,16%, a US$ 93,79 por barril - o menor preço desde 28 de junho. Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent recuou US$ 0,35, ou 0,30%, para US$ 116,46 por barril. A diferença de preços entre os dois contratos, de US$ 22,67 por barril, é recorde.

Segundo Andy Lebow, vice-presidente da corretora MF Global, o mercado de petróleo está aguardando os dados sobre os estoques de petróleo dos EUA e os dados sobre emprego no país. "Há claramente muito nervosismo lá fora - e por um bom motivo", acrescentou.

Analistas consultados pela Dow Jones acreditam que os dados do governo dos EUA sobre os estoques norte-americanos de petróleo e derivados mostrarão aumentos de 1,1 milhão de barris nos estoques de petróleo, de 100 mil barris nos estoques de gasolina e de 1,7 milhão de barris nos estoques de destilados. O relatório será divulgado amanhã, às 11h30 (de Brasília). Hoje, por volta das 17h30 (de Brasília), o American Petroleum Institute, uma organização do setor privado, apresentará um relatório semelhante. As informações são da Dow Jones.

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