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Índice de atividade industrial dos EUA caiu para 50,9 em julho, ante previsão de 54,6

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Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda, após uma retração no índice de atividade industrial dos EUA, que reacendeu os receios sobre um crescimento menor no país, que é o maior consumidor mundial da commodity. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato de petróleo para setembro perdeu US$ 0,81 (-0,85%), fechando a US$ 94,89 o barril. Na plataforma ICE, o petróleo do tipo Brent subiu US$ 0,14 (0,12%), a US$ 116,88 o barril.

O petróleo iniciou a sessão em alta, mas caiu após o Instituto para Gestão de Oferta (ISM) divulgar que o índice de atividade industrial dos EUA caiu para 50,9 em julho, ante previsão de 54,6. Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade.

O dado, juntamente com o fraco crescimento do PIB dos EUA no segundo trimestre, divulgado na sexta-feira, sugere que a economia americana está desacelerando mais rapidamente do que muitos economistas previam. "O ISM foi horrível", disse Phil Flynn, analista de petróleo da PFG Best. "Nós não tivemos crescimento econômico algum. No momento, nós temos de encarar que temos outros problemas além da elevação do limite de endividamento", acrescentou.

Os receios sobre a economia dos EUA, e consequentemente a demanda por petróleo, estão impedindo os preços da commodity de subir além de US$ 100 o barril nos últimos meses. Além disso, os EUA e outros países desenvolvidos concordaram em liberar 60 milhões de barris das reservas estratégicas. Esse petróleo começou a chegar ao mercado na semana passada e vai continuar a ser liberado este mês.

Hoje, uma pesquisa mostrou que a produção dos 12 membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) teve uma alta de 607 mil barris por dia em julho, para 30,367 milhões de barris por dia, o maior nível desde novembro de 2008. Esse crescimento supera o volume que deixou de ser produzido pela Líbia, em razão do conflito civil no país. As informações são da Dow Jones.

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