Tamanho do texto

Aumento das reservas une-se a indicadores ruins, sinalizando desaceleração da atividade americana

selo

Os preços do petróleo tiveram forte queda hoje, após o Departamento de Energia (DOE, na sigla em inglês) dos EUA divulgar que os estoques subiram 950 mil barris na semana encerrada em 29 de julho, o que sugere que a demanda pela commodity permanece frágil.

O contrato de petróleo para setembro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em queda de US$ 1,86 (-1,98%), a US$ 91,93 o barril, o menor nível desde 27 de junho. Na plataforma ICE, o petróleo do tipo Brent perdeu US$ 3,23 (2,77%), fechando a US$ 113,23 o barril.

Embora a alta nos estoques tenha ficado bem próxima do previsto pelos analistas (elevação de 1,1 milhão de barris), o dado se junta a uma série de indicadores divulgados nos últimos dias que mostram uma desaceleração da economia dos EUA, que são os maiores consumidores mundiais de petróleo.

Hoje, o Instituto para Gestão da Oferta (ISM) divulgou que o índice de atividade do setor não industrial dos EUA recuou para 52,7 em julho, abaixo da estimativa de 53,5. Além disso, as encomendas à indústria caíram 0,8% em junho, a segunda retração em três meses.

Os estoques de gasolina subiram 1,7 milhão de barris na semana e os de destilados (incluindo diesel e óleo para calefação) aumentaram 400 mil barris. Um dado positivo foi a taxa de utilização da capacidade das refinais, que aumentou um ponto porcentual, para 89,3%.

No cenário externo, a Arábia Saudita elevou a produção de petróleo para o maior nível desde o início da década de 1980, para compensar a interrupção nas exportações da Líbia. Além disso, as reservas estratégicas liberadas pela EIA estão chegando ao mercado nos últimos dias. Na semana passada, 3,6 milhões de barris foram entregues. As informações são da Dow Jones.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.

    Notícias Recomendadas