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Banco quer ajudar a desenvolver o mercado de capitais brasileiro e conta com conhecimentos específicos de Leme

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Depois de 33 anos no exterior, o economista Paulo Leme volta ao Brasil para assumir o recém-criado cargo de ‘chairman’ do Goldman Sachs no País. Leme, conhecido pelas posições ortodoxas, liderava, no mesmo banco, a área de pesquisa econômica para a América Latina. A presidência executiva continuará com Alejandro Vollbrechthausen. Ontem, o Goldman sofreu um duro ataque de um funcionário em artigo publicado no ‘The New York Times’.

“A ideia do cargo é ajudar a identificar, dados os meus conhecimentos específicos de Brasil, as necessidades dos clientes e, aqui dentro do banco, encontrar os grupos indicados para resolver os problemas que surgirem”, afirmou Leme.

“É uma grande oportunidade termos alguém com grande experiência e muitas conexões no Brasil, que vai nos ajudar a encontrar as melhores estratégias para que possamos atender aos nossos clientes”, disse Vollbrechthausen.

Recentemente, o copresidente mundial do Goldman Sachs, Gary Cohn, esteve no Brasil e, em conversa com a reportagem, reiterou a importância do País. Disse que vê grandes oportunidades aqui e nos outros Brics - Rússia, Índia, China e África do Sul.

O novo chairman no Brasil segue a mesma linha de Cohn. “Dada a perspectiva de crescimento da economia brasileira, há grande interesse do investidor estrangeiro no País”, observou. “Na parte externa, há essa demanda para participar desse processo de crescimento de diversas maneiras, como investimento estrangeiro direto ou compra de empresas.”

Do lado interno, completou, o Goldman pode contribuir, “à nossa maneira”, para o desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro. “Há oportunidades decorrentes de processos como a queda da taxa básica de juros, que traz uma série de consequências para o mercado financeiro.” As informações são do jornal .O Estado de S.Paulo/ .

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