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Corretoras investem em mobilidade e tecnologia para fidelizar clientes e atrair novos para operações via homebroker

As corretoras querem oferecer mobilidade aos clientes. Preocupadas em manter seus clientes e conquistar novos, as empresas desenvolvem facilidades tecnológicas principalmente no sistema homebroker, pelo qual o acionista aplica sozinho. A ideia é que o investidor possa negociar ações de onde quiser, quando quiser, da maneira mais leve e menos complicada possível.

Homebroker nos celulares vira alvo para corretoras
Divulgação
Homebroker nos celulares vira alvo para corretoras
A Corretora Banif é uma delas. Criou um aplicativo de negociação que permite ao investidor usar o sistema por meio de um pen drive. Outro aspecto bastante valorizado pelos clientes, e cada vez mais frequente, é a modernização dos softwares para as operações feitas em telefones móveis.

Como no sistema homebroker da Banif não é mais necessário instalar o programa em um computador, o cliente tem mais mobilidade. Em um pen drive, de no mínimo 12 mega, é possível usar ferramentas, fazer análises e realizar investimentos de qualquer computador que tenha acesso à internet. A obtenção do software é gratuita, basta que o investidor crie uma conta no site da corretora e faça o download.

Os clientes só começam a pagar quando iniciam suas aplicações, com cobrança de uma taxa de R$ 15,99 por operação. “Adaptamos o programa que já oferecíamos aos clientes para um download no pen drive porque houve muita demanda”, diz Bruno Di Giorgio, superintendente de marketing da Banif. “Os investidores queriam mobilidade e agora isso é possível.” Com o negócio em expansão, a empresa já possui 50 mil clientes e cresce aproximadamente 35% ao ano, afirma.

Investir em dispositivos que facilitem a realização de investimentos por meios de celulares é outro modo encontrado pelas empresas de corretagem para acompanhar as novas tendências. A Spinelli criou suas primeiras ferramentas para telefones móveis há dois anos, mas o avanço tecnológico fez com que desenvolvesse plataformas de homebroker para smartphones e hoje investe na adaptação do modelo para os iPhones.

Na versão para os celulares é possível acompanhar cotações, fazer análises, mandar ordens e movimentar a carteira de investimentos. “Cerca de 10% dos nossos clientes homebrokers usam as ferramentas para celulares. É um público representativo e que crescerá cada vez mais”, afirma Rodrigo Puga, responsável pelo homebroker da Spinelli. “Desenvolvemos novas plataformas porque identificamos essas necessidades dos clientes.”

Para também acompanhar o desenvolvimento tecnológico, a corretora Um Investimentos criou há três meses uma plataforma de homebroker para o uso em blackberry. A nova ferramenta, entretanto, ainda está em fase de testes e não foi habilitada aos usuários, o que deverá ocorrer em breve. “Investimos muito nisso, cerca de 80% de nossos investimentos são direcionados ao setor de homebroker”, diz Rafael Giovani, gerente comercial de marketing da empresa.

Redes sociais

A facilidade de se comunicar por meio de redes sociais como MSN, Orkut, Twitter e Facebook também tem transformado a maneira como os homebrokes entram em contato com suas corretoras. A busca por essa aproximação digital faz com que o atendimento fique mais dinâmico e eficaz. Além das redes, são usados e-mails, fóruns e chats ao vivo com a presença de analistas para orientar os clientes.

“Com o atendimento on-line é possível mostrar mais detalhes das informações solicitadas pelos investidores do que ao telefone”, diz Cássio Correa, superintendente de varejo da corretora Ativa. “Queremos modernizar nosso sistema. Ferramentas como fóruns e chats já têm em média 20 mil clientes ao mês e há muita adesão.”

Na Ativa está disponível para o cliente uma versão 2.0 do sistema homebroker. Com um layout interativo é possível customizar a visualização de acordo com o investidor. Há possibilidade, por exemplo, de ver telas de mercado futuro e Tesouro Direto ao mesmo tempo, assim como ler notícias sem ir para outra janela. “Além disso, com o uso intensivo da internet e suas possíveis limitações, tornamos o software cada vez mais leve”, diz Correa.

Modernizar as plataformas para os investidores on-line e torná-las interativas também foi uma estratégia adotada pela Ágora, do Bradesco. Há três anos, a corretora lançou o sistema homebroker para celulares e desenvolve versões para promover interatividade para os clientes. Outro ponto bastante intensificado é o uso de programas de TV na internet, que teve inicio há cinco anos.

Hoje, são exibidos sete programas ao vivo na web TV, vídeo chats com hora marcada e fóruns de análise gráfica – que já contam com mais de 2 mil usuários. “Os acionistas entram no mercado muito despreparados e com pouco conhecimento. Por isso, fazemos treinamentos e investimos em tecnologia, elevando o aprendizado”, diz Hélio Pio, gerente comercial da corretora. “A internet é hoje o principal meio de comunicação dos clientes conosco. O chat acontece em tempo real e é o canal mais procurado pelos investidores, já que cerca de 30% da comunicação é feita por meio dele.”

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