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O fluxo cambial registrou ingresso líquido de US$ 1,481 bilhão nos 20 primeiros dias de novembro. A informação foi divulgada nesta quarta-feira pelo Banco Central e mostra que mais da metade desse resultado foi obtido na terceira semana do mês, entre os dias 16 e 20, quando o saldo do fluxo de dólares ficou positivo em US$ 761 milhões.

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O destaque dos números fica com o forte resultado do comércio exterior.

De acordo com dados do Banco Central, as transferências de dólares para o Brasil pela chamada conta financeira - onde são registradas as operações para compra e venda de ações, títulos de renda fixa, investimentos produtivos e remessas de lucros, entre outras - caíram. No mês, esse segmento acumula saldo positivo de US$ 171 milhões, resultado de entradas de US$ 15,323 bilhões e saídas de US$ 15,152 bilhões. Na terceira semana do mês, porém, o resultado do fluxo financeiro é negativo em US$ 140 milhões, porque a saída de US$ 4,954 bilhões superou o ingresso desse período que somou US$ 4,814 bilhões.

Na conta comercial, os resultados são maiores. No acumulado do mês, a conta tem saldo líquido positivo de US$ 1,310 bilhão pelas exportações de US$ 7,981 bilhões e importações de US$ 6,671 bilhões. Na terceira semana do mês, o superávit foi de US$ 901 milhões, gerado por vendas de US$ 3,046 bilhões e compras de produtos importados que somou US$ 2,145 bilhões.

Compras de dólar

Os leilões diários de compra de dólar aumentaram as reservas internacionais em US$ 1,988 bilhão nos 20 primeiros dias de novembro. O dado divulgado hoje pelo Banco Central mostra que as intervenções realizadas nos dias 17 e 18 geraram, juntas, impacto de quase US$ 500 milhões. A compra do dia 17 somou US$ 246 milhões às reservas e a operação do dia 18 somou US$ 236 milhões. As compras do BC no mercado cambial geram impacto nas reservas em dois dias. Desde maio, quando o BC retomou os leilões diários de dólar, a autoridade monetária já retirou US$ 22,989 bilhões do mercado à vista.

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