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Nervoso, mercado buscou proteção. Alta dos juros deixou renda fixa mais atrativa. Dólar e Bolsa sofreram

O nervosismo do mercado voltou a alçar o ouro ao topo das aplicações . Em julho, o metal precioso subiu 9,32% e liderou os investimentos mais rentáveis do mês. Na outra ponta, a renda variável teve uma performance ruim, com a Bovespa em queda de 5,74% .

Ouro lidera aplicações de julho

Confira a lista de rendimentos de aplicações no mês

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Fabio Colombo

Em julho, continuaram os desdobramentos sobre o equacionamento da dívida da Grécia, que culminou com um novo pacote da União Européia para o país, lembra Fabio Colombo, administrador de investimentos. Apesar disso, as preocupações de contágio se espalharam fortemente para a Itália e também para a Espanha.

Paralelamente, as discussões e adiamentos sobre a aprovação do aumento do teto da dívida pública americana continuam sem solução até o momento, apesar da data limite para que os EUA entrem em moratória esteja muito próxima. Desse modo, as bolsas continuaram a oscilar, fortemente, ao longo do mês.

No cenário doméstico, um dos principais destaques foi a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que elevou a taxa de juros para 12,50% ao ano. Com juros cada vez mais altos, os fundos DI e de renda fixa foram opções mais rentáveis do mercado, depois do ouro. Os DI puros encerraram o mês com rendimento bruto na faixa entre 0,75% e 1,05%. Os de renda fixa renderam entre 0,65% e 0,95%, diz Colombo, de acordo com a taxa de administração de cada um.

A poupança, que também é conhecida por abrigar investidores conservadores, ficou em quarto lugar, com rendimento de 0,62%. Em seguida vieram os títulos indexados à inflação (IPCA), com rentabilidade entre 0,50% e 0,80%.  Na lanterninha ficaram os títulos indexados ao IGP-M (0,10% a 0,40%), dólar, com queda de 0,51% , e euro, com -1,43%.

Ano

No ano, a inflação ainda é a melhor opção para quem quer rentabilidade . Os títulos ligados ao IPCA lideraram, com +7,82%, seguidos pelo ouro, com 7,32%. A Bolsa continua sendo a pior aplicação, com 15,12% (veja tabela abaixo).

Agosto

“Agosto será um mês interessante”, ironizou Colombo. O mês deve refletir todas as incertezas que cercam a aprovação da dívida dos Estados Unidos , cuja elevação de teto precisa passar até o dia 2 para que o país não decrete moratória.

Outras variáveis a ser acompanhadas são as repercussões sobre o novo pacote de ajuda à Grécia e a situação fiscal de outros países europeus, além dos índices de crescimento e inflação das economias dos EUA, China e Europa. No Brasil, os investidores devem ficar atentos aos índices de inflação, projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), bem como especulações sobre os futuros aumentos de juros.

Inflação lidera aplicações de 2011

Confira a lista de rendimentos de aplicações no ano

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Fabio Colombo
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