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Mercado brasileiro opera em linha com as bolsas norte-americanas e europeias nesta quinta-feira

O primeiro pregão de março é marcado pela valorização das bolsas europeias, americanas e brasileira. A melhora apresentada pela indústria chinesa em fevereiro trouxe alívio aos investidores nesta quinta-feira, e dados favoráveis do mercado de trabalho americano endossaram essa toada positiva das bolsas. Nem mesmo a frustração com indicadores de gastos com construção e de atividade nos EUA desanimou os agentes.

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No Brasil, a expressiva valorização de papéis do setor financeiro e das "blue chips" atreladas às commodities leva o Ibovespa a testar a linha dos 66 mil pontos pelo terceiro pregão consecutivo. Por volta das 14h10, o índice avançava 1,28%, aos 66.657 pontos, com giro financeiro de R$ 2,6 bilhões. Em Wall Street, o índice Dow Jones tinha valorização de 0,52%, enquanto o S&P 500 subia 0,53% e o Nasdaq tinha alta de 0,67%.

Um operador de mercado destaca que, na ausência de opções, a bolsa brasileira segue atraindo recursos externos. Segundo ele, os estrangeiros permanecem de olho no crescimento potencial da economia principalmente a partir do segundo semestre, quando os efeitos da política de afrouxamento monetário serão sentidos. De toda forma, ao se aproximar dos 67 mil pontos, o Ibovespa testa um nível de inflexão e segue sujeito a uma realização de lucro.

No primeiro bimestre, o índice acumulou alta de nada menos que 16%. Chama atenção a atuação do investidor internacional especialmente no mercado futuro. Ele reduziu sua posição "vendida" em Ibovespa futuro ontem em 8.147 contratos na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), para 3.834 contratos - menor valor desde 18 de janeiro de 2011. Já no mercado à vista, o fluxo direto estrangeiro está negativo em R$ 1,639 bilhão na Bovespa em fevereiro, até o dia 28, valor ainda pouco representativo, quando comparado à entrada líquida de R$ 7,168 bilhões vista em janeiro. Indicadores

Entre os principais indicadores americanos do dia, o número de pedidos de seguro-desemprego nos EUA surpreendeu positivamente , ao cair 2 mil, para 351 mil, na semana até o dia 25 de fevereiro. Na direção oposta, a renda pessoal dos americanos cresceu 0,3% de dezembro para janeiro, enquanto os gastos aumentaram 0,2%, abaixo do esperado. Além disso, o Í ndice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) para o setor industrial dos EUA caiu de 54,1, em janeiro, para 52,4, em fevereiro , contrariando a previsão de aumento.

Os gastos com construção no país ainda caíram 0,1% em janeiro ante dezembr o , em termos sazonalmente ajustados, ante expectativa de aumento. No Brasil, o mercado segue de olho na medida cambial do governo, com a elevação para 6% da alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre empréstimos externos com prazo de até três anos. O mercado opera de certa forma aliviado, em meio a rumores de que o governo já poderia agir na taxação de investimento externo na bolsa para frear a queda da moeda americana .

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