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Com a venda dos papéis da companhia, valor da operação pode alcançar R$ 128,3 bilhões

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A Petrobras fará oferta pública de ações no Brasil e no exterior, no âmbito do processo de capitalização da companhia, com distribuição primária de 2.174.073.900 novas ações ordinárias e 1.585.867.998 novas ações preferenciais, incluindo as sob forma de ADS (American Depositary Shares). Cada ADS representa duas ações ON ou PN, conforme o caso. A quantidade prevê lote adicional de até 10% das ações ordinárias ou preferenciais e outros 5% em lote suplementar da oferta inicial. Ao preço de fechamento de ontem, a oferta original, sem contar os lotes extras, pode somar R$ 111,67 bilhões. Com os extras, pode chegar a R$ 128,3 bilhões.

A distribuição ocorrerá em três ofertas: prioritária, destinada aos acionistas; de varejo, na qual empregados da companhia terão prioridade; e institucional. O procedimento de coleta de intenções de investimento (bookbuilding) da oferta da Petrobras, quando é fixado o preço por ação, terá início em 3 de setembro, com encerramento no dia 23, mesmo período do roadshow (apresentação da oferta), de acordo com o cronograma que consta no aviso ao mercado publicado nesta sexta-feira nos jornais pela estatal.

Prioritária

Na oferta prioritária, a posição acionária válida será a de 10 de setembro, que é a primeira data de corte, e 17 de setembro, a segunda. Nessa oferta será distribuído até 80% da quantidade inicial de ações, ou seja, 1.739.259.091 ON e 1.268.694.377 PN. Não há valor mínimo e máximo estipulado para investimento na oferta prioritária e esses acionistas poderão estabelecer preço máximo por ação como condição para sua participação. A relação para subscrição desses acionistas é de 0,342822790 ação ON ou PN da oferta prioritária para cada uma detida.

O aviso ao mercado da oferta ressalta que a União e o BNDESPar manifestaram intenção de subscrever na oferta prioritária em conjunto cerca de R$ 74,807 bilhões, sem limite de preço por ação. Também os Fundos Mútuos de Privatização poderão participar da oferta prioritária, com base acionária em 30 de junho na primeira data de corte. Assim, cotistas poderão participar utilizando recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), não excedendo o limite de 30% do saldo mantido na conta vinculada.

Varejo

Após a oferta prioritária, haverá subscrição de sobras entre esses acionistas. As ações remanescentes serão destinadas à oferta de varejo, para pessoas físicas e empregados da Petrobras - estes, com preferência na distribuição. A quantidade de ações para a oferta de varejo será de no mínimo 10% e no máximo 20% em relação ao resultante da oferta inicial subtraída da prioritária e sem contar os lotes extras.

O mínimo para investimento é de R$ 1 mil e o máximo de R$ 300 mil. Pode-se também fazer investimento indireto, por meio de fundo de ações, a serem constituídos no contexto da oferta relativo às preferenciais, os chamados FIA-Petrobras, no mínimo de R$ 200 e máximo de R$ 300 mil.

As ações restantes, até o limite máximo de 10% do valor da oferta original, serão ofertadas para investidores institucionais (pessoas jurídicas, clubes de investimento e instituições financeiras), que queiram investir a partir de R$ 300 mil. Os coordenadores globais da oferta são BofA Merrill Lynch, Bradesco BBI, Citi, Itaú BBA, Morgan Stanley e Santander; além de BB Investimentos, como coordenador da oferta de varejo brasileira, junto com BTG Pactual, Credit Agricole CIB, Credit Suisse, HSBC, JP Morgan e Société Générale.

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