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A oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Brasil Insurance - empresa composta por 27 corretoras de seguros, em vários ramos - movimentou até R$ 644,625 milhões, de acordo com dados registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

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A oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Brasil Insurance - empresa composta por 27 corretoras de seguros, em vários ramos - movimentou até R$ 644,625 milhões, de acordo com dados registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O preço por ação foi definido em R$ 1.350, no centro da faixa indicativa, que variava entre R$ 1.250 e R$ 1.450.

A demanda pelos papéis foi forte e, na véspera da definição do preço, já superava a oferta em 50%, conforme apurou a Agência Estado. Do total captado no IPO, R$ 348,097 milhões irão para o caixa da empresa com a emissão de 257.850 novas ações. A Brasil Insurance pretende usar os recursos em aquisições de corretoras e carteiras de clientes, na implementação de sistemas de integração e para capital de giro. A companhia vendeu ainda outras 219.650 ações dos atuais acionistas, que receberão R$ 296,527 milhões.

Na prática, a Brasil Insurance hoje existe apenas no papel. Criada por iniciativa da Gulf Capital Partners, gestora de investimentos carioca, a companhia foi constituída a partir de acordos de troca de suas ações com as das corretoras de seguros, que passarão a valer após o IPO.

A Gulf já desenvolveu modelo semelhante na Brasil Brokers, holding de corretoras de imóveis que abriu o capital na bolsa em 2007. Além da gestora, os sócios das corretoras incorporadas pela Brasil Insurance venderão parte de suas ações no IPO. Como se trata de uma companhia ainda em estágio pré-operacional, a oferta foi destinada apenas a investidores qualificados, que possuem pelo menos R$ 300 mil para aplicar.

A estreia das ações da Brasil Insurance no pregão da BM&FBovespa está prevista para o dia 1º de novembro, sob o código BRIN3. O Morgan Stanley é o coordenador líder da oferta. O banco atua ao lado de BTG Pactual, JPMorgan e HSBC.

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