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Na esteira do otimismo que impera nas praças internacionais, as Bolsas novaiorquinas abriram esta terça-feira no azul, animadas com a decisão do Banco Central do Japão (BoJ, na sigla em inglês) de cortar os juros de 0,1% para a faixa de 0% a 0,1%

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Na esteira do otimismo que impera nas praças internacionais, as Bolsas novaiorquinas abriram esta terça-feira no azul, animadas com a decisão do Banco Central do Japão (BoJ, na sigla em inglês) de cortar os juros de 0,1% para a faixa de 0% a 0,1%. O BoJ se comprometeu a manter a taxa em "virtualmente zero" até que a deflação termine.

Às 10h32 (de Brasília), o Dow Jones subia 0,85% aos 10.841,79 pontos, o Nasdaq ganhava 1,11% para 2.370,52 pontos e o S&P 500 tinha valorização de 0,98% aos 1.148,22 pontos.

Wall Street também aguarda para ver como ficou em setembro o índice de atividade do setor de serviços do Instituto para Gestão de Oferta (ISM). A expectativa é de alta para 52, de 51,5 em agosto. O dado sai às 11h (de Brasília). Na semana passada, o índice de atividade do setor de manufatura ISM mostrou desaceleração da atividade industrial, com queda para 54,4 em setembro, de 56,3 em agosto.

O otimismo de hoje não significa que o investidor tenha abandonado a cautela, especialmente diante da expectativa com o início da temporada de balanços, cuja largada será dada extraoficialmente pela Alcoa na quinta-feira, e com os números do mercado de trabalho (payroll) que saem na sexta-feira.

Além disso, há incertezas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, banco central americano) e ruídos no mercado cambial global, com vários países, como Brasil e Japão, se movimentando para enfrentar a guerra cambial e garantir a competitividade de suas moedas, especialmente diante do fraco yuan. Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 2% para 4% para os investimentos estrangeiros em renda fixa. A nova regra entra em vigor a partir de hoje.

Nos EUA, o presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, sinalizou ontem que a instituição deve se mover na direção da compra de mais títulos da dívida de longo prazo, talvez já na reunião do comitê no dia 3 de novembro. Bernanke também alertou que o fracasso na redução do déficit orçamentário dos EUA pode trazer consequências econômicas ruins e disse que as finanças públicas norte-americanas estão em um "caminho insustentável" no longo prazo.

Já o presidente dos EUA, Barack Obama, deu indicações de que a redução dos impostos corporativos dos atuais 35% poderia ajudar as empresas "a operar efetivamente e não colocá-las em desvantagem competitiva" no cenário externo.

No front corporativo, destaque para os papéis da American Express (Amex) que despencaram 6,53% ontem, após a notícia de que o Departamento de Justiça dos EUA entrou com ação contra a Visa, a Mastercard e a Amex, acusando-as de violar leis antitruste. As ações da Visa caíram ontem 0,1% e da Mastercard, 1%.

A Walgreens divulgou que as vendas totais da rede subiram 5,3% em setembro, impulsionadas por um aumento de 2,8% das vendas da rede Duane Reade, comprada pela Walgreens em abril.

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