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Permanece a incerteza sobre a recuperação da economia mundial; petrolíferas sofreram, mas bancos encerram o dia em alta

Depois de um dia de respiro, com base na redução do déficit comercial dos EUA, as bolsas americanas voltaram a cair nesta sexta-feira. Permanece a incerteza sobre a recuperação da economia mundial.

O índice Dow Jones recuou 1,42%, para 11.952 pontos, abaixo de 12.000 pela primeira vez em três meses. O Nasdaq perdeu 1,53%, apagando todo o avanço obtido no ano, para fechar em 2.644 pontos; e o S&P 500 caiu 1,4%, para 1.271 pontos.

As empresas de petróleo foram prejudicadas pela queda no preço do barril, depois que um jornal da Arábia Saudita reportou que o país, maior exportador mundial da commodity, vai ampliar a produção para 10 milhões de barris por dia em julho. Os papéis da Exxon Mobil recuaram 1,7%. A seguradora Travelers teve uma das piores quedas do dia, depois que a companhia comunicou a perda de US$ 1 bilhão em catástrofes relacionadas às tempestades e enchentes nos EUA e disse que atrasaria seu programa de recompra de ações.

As instituições financeiras, que deram início a onda de vendas no começo do dia, começaram a subir no fim da seção, depois que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) apresentou a proposta de aumentar o requerimento de capital dos bancos em 5%, bem abaixo do que os investidores temiam. As ações do Bank of America, do Goldman Sachs, do Citigroup e do JP Morgan avançaram, mas a alta não foi suficiente para compensar as perdas do dia.

No cenário internacional, a China reportou um superávit comercial de US$ 13,1 bilhões em maio, abaixo do estimado pelos analistas. Em um dia pessimista nas bolsas americanas, as importações crescentes foram recebidas como um sinal de que o governo pode aumentar a taxa básica de juros para conter a economia.

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