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Banco é um dos primeiros a reconhecer potenciais danos causados pelo rebaixamento do rating americano

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O norte-americano Morgan Stanley se tornou uma das primeiras empresas financeiras a reconhecer potenciais danos causados pelo rebaixamento do rating (nota) dos EUA pela agência de classificação de risco Standard & Poor's.

Em um relatório trimestral enviado à Securities and Exchange Commission (SEC, a comissão de valores mobiliários dos EUA), o banco disse que o rebaixamento pode ter um impacto adverso substancial sobre os mercados financeiros e os negócios da empresa.

O Morgan Stanley também informou que pode ter perdas de até US$ 492 milhões mais juros em consequência de dois processos relacionados a derivativos complexos e despesas de US$ 125 milhões com um imposto sobre o balanço financeiro no Reino Unido.

Às 11h35 (de Brasília), as ações do banco caíam mais de 5% em Nova York. Segundo o Morgan Stanley, o rebaixamento do rating dos EUA pode prejudicar as condições econômicas no país e em todo o mundo. "A antecipação do mercado a esses impactos pode ter um efeito adverso substancial sobre nossos negócios, condição financeira e liquidez", disse o banco.

O Morgan Stanley declarou que, "por causa da natureza sem precedentes das ações negativas de rating de crédito com relação às obrigações do governo dos EUA, os impactos finais sobre os mercados globais e nossos negócios, a condição financeira e a liquidez são imprevisíveis e podem não ser imediatamente aparentes".

Em particular, o Morgan Stanley afirmou que o rebaixamento pode "atrapalhar os sistemas de pagamento, os mercados monetários, os mercados de renda fixa de longo ou curto prazos, os mercados de câmbio, os mercados de commodities e os mercados de ações e pode afetar de modo adverso o custo e a disponibilidade de fundos.

Certos impactos, como o aumento dos spreads (prêmio) no mercado monetário e outras taxas de curto prazo, já têm sido sentidas à medida que o mercado previa o rebaixamento", informou o banco. As informações são da Dow Jones.

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