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Instituição atende pessoas físicas e jurídicas, além de aposentados do INSS; plano para 2011 é ampliar a rede de agências

O Banco Mercantil do Brasil tem um perfil diferente dos demais bancos médios. Sua atuação não está concentrada em um segmento. É um típico banco de varejo. “O Mercantil é um banco de rede, não de nicho. Nos assemelhamos aos demais bancos privados e aos públicos”, conta André Brasil, vice-presidente da instituição. A diferença, segundo ele, é que os bancos grandes estão mais voltados para as grandes companhias, enquanto o Mercantil é mais focado nas médias, micro e pequenas. “A agência padrão tem atendimento para pessoa física, pessoa jurídica e beneficiários do INSS”, explica.

Segundo Brasil, o Mercantil é um modelo único no mercado. A atuação é como do Bradesco ou Itaú Unibanco, mas em menor escala. “Nosso modelo é mais seguro. Ele é menos dependente de instabilidades sazonais (que os outros bancos médios), o que nos permite uma estabilidade maior, porém o custo também é maior”, afirma o executivo, lembrando que esse custo reduz a rentabilidade patrimonial do banco, fazendo com que ela fique abaixo da média do mercado.

O Mercantil tem 152 agências espalhadas pelo País, com concentração em Minas Gerais e São Paulo. Venceu há pouco mais de um ano o leilão o pagamento de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) no Estado de São Paulo, fora a capital, e em Minas Gerais.

Os planos, para este ano, são ampliar a rede. Está nas mãos do Conselho de Administração a proposta para abrir novos pontos. Os investimentos estimados são de R$ 10 milhões.

Início em 1943

André Brasil conta que a instituição começou a atuar em 1943, como Banco Mercantil de Minas, na cidade de Curvelo, localizada há 150 quilômetros de Belo Horizonte. “Como é uma cidade pequena, na época tinha apenas uma agência.” Com o tempo, o Mercantil de Minas foi incorporando alguns concorrentes e mudou para a capital. Em 1974, comprou o Banco Industrial de Campina Grande e o Banco Mercantil do Brasil. Esse último foi incorporado e a instituição adotou o seu nome.

O executivo lembra que o banco abriu o capital no início da década de 1970, mas suas ações estão concentradas nas mãos dos familiares. O atual presidente do conselho, Milton de Araújo, é o irmão mais novo dos fundadores da instituição. Apesar de seus 86 anos, Brasil afirma que ele dá expediente todos os dias no Mercantil.

Segundo o vice-presidente, a carteira de crédito ao final do terceiro trimestre estava em R$ 5,35 bilhões, com crescimento de 27% sobre o mesmo período do ano anterior. A rentabilidade patrimonial, que historicamente fica na casa dos 8%, no ano passado deve ter fica maior, já que o banco venceu uma ação na Justiça contra a elevação da alíquota e da base de cálculo da Cofins que se arrastava há mais de dez anos.

“Tivemos o trânsito em julgado e reconhecemos um crédito de R$ 192 milhões. O banco teve uma receita tributária nesse valor, o que levou o lucro até setembro para R$ 132 milhões”, diz Brasil. No ano anterior, o lucro do Mercantil do Brasil no mesmo período havia sido pouco superior a R$ 25 milhões. Por conta da receita tributária, de janeiro a setembro de 2010, a rentabilidade patrimonial do banco chegou a 29,6%, com o patrimônio líquido em R$ 682 milhões.