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Ministros da zona do euro se reúnem para decidir sobre novo pacote de ajuda à Grécia

As principais bolsas da Europa operavam em baixa nesta segunda-feira, com os investidores acompanhando o resultado de indicadores econômicos da região e o desenrolar da crise na Grécia. O movimento das ações de matérias-primas e bancos lideram as perdas.

Perto de 10 horas, o FTSE 100, de Londres, declinava 0,21%, para 5.874,96 pontos. O CAC 40, de Paris, tinha queda de 0,28%, ficando em 3.477,816 pontos. O FTSE MIB, de Milão, registrava desvalorização de 0,51%, somando 16.395,50 pontos. Em Madri, o Ibex 35 diminuía 0,71%, aos 8.224,20 pontos. O DAX, de Frankfurt, tinha alta de 0,14%, aos 6.870,30 pontos.

A Grécia continua no foco dos mercados. Na sexta-feira, a Associação Internacional de Derivativos e Swaps (ISDA, na sigla em inglês) declarou que a decisão do governo grego de usar a cláusula de ação coletiva (CAC) para reestruturar a dívida é um “evento de crédito”.

Com isso, os detentores dos swaps de crédito (CDS, na sigla em inglês), que são contratos de derivativos para proteção contra calotes, poderão exercer o direito de receber um pagamento sobre esse papéis. Estima-se que a ação gere um pagamento em torno de US$ 3,2 bilhões aos investidores de CDS.

Hoje, os ministros das Finanças da zona do euro vão se reunir para decidir se aprovam o novo pacote de ajuda financeira à Grécia de 130 bilhões de euros.

Ainda na Europa, o Instituto Nacional de Estatísticas da Itália divulgou nesta manhã que o Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu 0,7% no quarto trimestre de 2011, em comparação com o terceiro trimestre do ano passado. Como é o segundo trimestre seguido de recuo, o país está tecnicamente em recessão.

Com as medidas de austeridade fiscal pressionando o mercado interno e a desaceleração econômica global dificultando as exportações, a tendência é que o PIB italiano recue ainda mais no começo deste ano. O Fundo Monetário Internacional (FMI) espera que a terceira maior economia da zona do euro encolha 2,2% neste ano.

Nesta jornada, os investidores preocupam-se também com dados econômicos da China. Segundo a Administração Geral de Alfândegas, o país apresentou um déficit comercial de 31,48 bilhões em fevereiro. Foi o pior resultado desde 1989, segundo o jornal britânico “Daily Telegraph”. Somado o aumento do déficit comercial a outros fatores como, por exemplo, a redução da meta de crescimento para 2012, é possível sugerir que a econômia do país está perdendo fôlego.

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