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Dependência de crédito externo é um dos motivos para queda maior dos papeis da empresa, segundo analistas

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Em meio à queda generalizada da Bovespa, Marfrig recua 16,25% e lidera a lista de principais desvalorizações do Ibovespa. Socopa lidera as vendas do papel, seguida por Fator e Credit Suisse. Segundo operadores, uma explicação para a queda mais expressiva do papel é a dependência de crédito externo.

O mesmo motivo explicaria a forte queda das ações do grupo EBX, como OGX (-9,36%), MMX (-7,73%) e LLX (-7,16%), que também estão entre as maiores baixas do Ibovespa. O grupo de principais baixas do índice conta ainda com Brasil Ecodiesel (-8,33%) e TAM (-8,27%).

Vale e Petrobras

As duas empresas de maior peso no Ibovespa também operam em forte baixa, com Vale PNA cedendo 5,77% e Vale ON em baixa de 6,52%. Mais cedo os metais básicos operavam majoritariamente em queda, enquanto as bolsas europeias e o euro caem em consequência da renovada aversão ao risco na Europa e ao rebaixamento do rating dos EUA pela Standard & Poor's.

As siderúrgicas acompanham o movimento com Gerdau (-7,72%), entre as maiores quedas do Ibovespa), Gerdau Metalúrgica (-6,29%), CSN (-6,69%), Usiminas PNA (-4,86%) e Usiminas ON (-1,80%). Esta última, chegando a operar em alta durante a manhã, em meio a rumores de que a CSN estaria, mais uma vez, aproveitando para comprar ações ordinárias da Usiminas, dentro do seu plano de elevar sua participação na empresa.

Petrobras PN recua 5,75% e ON registra perdas de 5,73%, acompanhando a forte pressão nos contratos do petróleo, que recuam perto de 4%, cotados na casa dos US$ 83,60 o barril na Nymex eletrônica.

Mercados

A Bovespa opera em forte queda desde o início da manhã desta segunda-feira, acompanhando os mercados internacionais, em movimento de fuga generalizada de ativos de risco, após os Standard & Poor's ter rebaixado na sexta-feira o rating AAA dos Estados Unidos para AA+. No pior momento, ao final da manhã, chegou a perder o patamar dos 50 mil pontos. Marfrig lidera as baixas, seguida por Brasil Ecodiesel e OGX.

Segundo analistas da Um Investimentos, o receio dos dados econômicos, cada vez mais fracos, divulgados nos Estados Unidos continuam fazendo pressão nos mercados, com medo de que a economia local entre novamente em recessão, arrastando com ela outras economias desenvolvidas.

"A situação europeia também está longe de terminar, o que traz pressão adicional aos mercados", acrescentam. Para o estrategista de renda variável da CM Capital Markets, Rafael Espinoso, parece que o medo tomou conta de vez dos mercados de risco de todo o planeta. "Bolsas de todo mundo e ativos de maior risco apresentam quedas expressivas no ano, algo comparado somente à crise de 2008", avalia.

O profissional acrescenta que recomenda a seus clientes posicionamento em ativos de maior liquidez, com dividend yield atrativo, com boa relação debt/equity e com valuations atrativos para os próximos anos. Nesse contexto, os setores escolhidos seriam elétrico e de telefonia, além de empresas não cíclicas.

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