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Ministro também teria recomendado que o banco participe de políticas federais, como programas de combate à miséria e para a Copa

Ampliar o crédito foi a principal missão recebida pelo novo presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Jurandir Santiago, ao ser empossado a portas fechadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Santiago disse não ver nenhuma incoerência entre o pedido de Mantega e a política de contração de crédito estimulada pelo Banco Central (BC), para conter a inflação.

"O crédito que preocupa não é este que vai para o desenvolvimento da região Nordeste", afirmou ele. Geógrafo, funcionário da Caixa Econômica Federal há 18 anos, Santiago diz ter credenciais para operar o banco público. Cearense, ex-secretário estadual das Cidades, ele deixa o comando da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), sendo da cota política do governador Cid Gomes (sem partido).

Santiago disse que ainda precisa "tomar pé" para apresentar números. Mas informou já saber que o BNB tem R$ 4 bilhões em recursos próprios e mais R$ 10,6 bilhões do Fundo de Participação do Nordeste (fundo constitucional) para aplicar em 2011. Em 2010, os desembolsos do BNB chegaram a R$ 21,4 bilhões, com uma carteira de crédito em torno de R$ 39 bilhões, informou a assessoria do banco.

Em pé, na porta do Ministério da Fazenda, Santiago informou que, além de expansão do crédito, Mantega teria lhe recomendado "alinhamento com políticas federais". Segundo ele, isso significa, por exemplo, que o banco deve se engajar em programas como o combate à miséria, lançado pelo Palácio do Planalto, e participar com recursos na construção de infraestrutura das capitais nordestinas que vão sediar jogos da Copa do Mundo de Futebol, em 2014.

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