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Ministro da Fazenda afirma que dólar está em "patamar razoável" para as empresas brasileiras, mas que o governo continuará a agir para desvalorizar o real

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira que serão criadas novas medidas, de caráter permanente, para conter o "tsunami cambial" que invade o Brasil. "O câmbio se transformou em um dos maiores instrumentos de competitividade entre os países," disse o ministro.

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"Continuaremos tomando medidas sobre o câmbio," afirmou Mantega. Ele lembrou que o Brasil vem tomando medidas cambiais desde 2006, elevando suas reservas e criando taxações para reduzir as especulações nos mercados financeiros e derivativos. "Mas, mais importante do que as medidas que já foram feitas são as que ainda serão tomadas," afirmou, sem, entretanto, dar mais detalhes de novas regras.

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O ministro disse ainda que desde a crise econômica os países mais desenvolvidos estão tomando medidas cambiais para que seus produtos tenham mais competitividade. "Antigamente essa era uma prática dos países asiáticos," comentou o ministro, que criticou o fato de as medidas cambiais não serem consideradas pela Organização Mundial do Comércio (OMC) como um subsídio. "Quando você desvaloriza sua moeda, isso é um subsídio cambial," afirmou.

Mantega afirmou também que o dólar a R$ 1,80 está em um patamar "razoável" para a indústria brasileira, mas enfatizou que o país continuará a se proteger. "Não chega a ser [um patamar] magnífico, mas permite uma competitividade."

Além de medidas cambiais, o ministro também disse que serão feitas desonerações da folha de pagamentos, reduções de IPI e de tributos para infraestrutura portuária e ferroviária, estímulos para instituições que têm atividades ecológicas, entre outras medidas.

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