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O Banco Daycoval, focado em empréstimos para empresas de médio porte e crédito consignado, registrou lucro de R$ 85 milhões no terceiro trimestre de 2010, expansão de 102,4% ante o mesmo trimestre de 2009, e de 32% na comparação com os meses de abril a junho deste ano

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O Banco Daycoval, focado em empréstimos para empresas de médio porte e crédito consignado, registrou lucro de R$ 85 milhões no terceiro trimestre de 2010, expansão de 102,4% ante o mesmo trimestre de 2009, e de 32% na comparação com os meses de abril a junho deste ano. O retorno sobre o patrimônio líquido aumentou 10,8 pontos porcentuais em 12 meses e terminou setembro em 21,4%. A expansão do lucro foi puxada pelo crescimento dos empréstimos. A carteira total de crédito encerrou o trimestre em R$ 5,5 bilhões, expansão de 14,5% ante o trimestre anterior e de 47% em 12 meses. "Mesmo com a forte competição, temos conseguido crescer mais que o mercado", destaca o diretor executivo e de Relações com Investidores do Daycoval, Morris Dayan. Segundo ele, a competição com os grandes bancos se intensificou, mas o Daycoval tem vários clientes que são clientes das grandes instituições financeiras que buscam, com isso, diversificar os riscos e as linhas de crédito. "Nosso cliente trabalha em média com sete, oito bancos." Os dois principais segmentos que o banco opera tiveram forte crescimento. A carteira de médias empresas cresceu 73% em 12 meses e 19% ante o trimestre anterior, para R$ 3,6 bilhões. No consignado, a expansão foi de 44,5% e 12%, respectivamente, chegando a R$ 1,4 bilhão. O Daycoval conta com 313 mil contratos ativos no empréstimo com desconto em folha, incluindo as Forças Armadas e aposentados do INSS. Nas empresas, o banco reforçou a área de atendimento, contratando 60 gerentes comerciais, criando novos produtos e abrindo filiais, destaca Dayan. Até o final do ano, três novas agências serão abertas no Estado de São Paulo (nas cidades de Santos, São José do Rio Preto e Sorocaba). No terceiro trimestre, uma segunda unidade foi aberta em Recife. Outra ação foi intensificar os repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e produtos como compra de direitos creditórios (recebíveis). O crescimento da carteira de crédito foi acompanhado da expansão das provisões para devedores duvidosos (PDD). No terceiro trimestre foram constituídos R$ 52,1 milhões, ante R$ 29,5 milhões reservados no trimestre anterior. Segundo Dayan, esse aumento foi por um motivo pontual, por conta de problemas com cinco clientes na carteira de médias empresas. Esses clientes representaram mais da metade deste novo provisionamento. No acumulado do ano, as despesas com PDD se reduziram em R$ 100 milhões na comparação com igual período de 2009, para R$ 119 milhões. Os ativos totais do banco cresceram 51% e chegaram a R$ 9,3 bilhões.

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