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No total, lucros da instituição espanhola somam R$ 12,3 bilhões, destes, quase R$ 6 bilhões vieram do Brasil

O Banco Santander obteve lucro líquido de 5,3 bilhões de euros em 2011, 35% menos do que em 2010, informou nesta terça-feira a entidade presidida por Emilio Botín. Em comunicado enviado à Comissão Nacional da Bolsa de Valores (CNMV), o grupo bancário espanhol, que também está presente na América Latina, explicou que a queda se deveu as fortes dotações a provisões e saneamentos realizados, que somaram 3,1 bilhões de euros.

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Entre os saneamentos, o banco destacou a concessão de 1,8 bilhão de euros brutos para ativos imobiliários na Espanha, o que permitiu elevar a cobertura dos imóveis adjudicados em 50%, a partir de 31% anteriormente. Se não tivesse feito esses ajustes, o Santander teria ganho 7,021 bilhões de euros em 2011, 14% menos, conforme comunicado.

Em 2011, a entidade obteve pela primeira vez mais da metade do lucro na América Latina, região onde ganhou 4,6 bilhões de euros, 1,4% menos. Como de costume, o Brasil foi o mercado  onde a entidade mais ganhou dinheiro, 2,6 bilhões de euros, embora tenha sido uma quantia inferior a obtida em 2010, concretamente 7,2%.

O grupo presidido por Emilio Botín terminou o ano com taxa de amora global de 3,89%, pouco acima de 3,55% de 2010. O crédito à clientela se situou no fechamento de dezembro em 550 bilhões de euros em todo o grupo, avanço de 4%, enquanto os depósitos dos clientes somaram 639 bilhões de euros após elevação de 3%, o que permite enfrentar 2012 "sem a necessidade de emissões de dívida na Espanha e Portugal".

De acordo com explicação do banco, a estratégia central do negócio continua sendo captar e vincular "mais e melhores clientes", e aprimorar a estrutura de financiamento do ativo com depósitos mais estáveis. O crédito cresce com força nas unidades que operam em mercados emergentes e em financiamento ao consumo, enquanto cai nas economias que estão em fortes processos de saneamento, como Espanha e Portugal.

A entidade lembra que já alcançou 9% do "core capital", ou capital principal, exigência da autoridade bancária europeia (EBA) das grandes entidades financeiras até 30 de junho de 2012. O Banco Santander fechou o ano de 2011 com capitalização de 50,2 bilhões de euros, quantia que situou o banco como primeiro da zona do euro em valor na bolsa e entre os 15 maiores do mundo. A base acionária do Grupo Santander somava 3.293.537 acionistas ao fim de 2011. Ao todo, trabalham no Grupo Santander 193.349 pessoas, atendendo a mais de 102 milhões de clientes em 14.756 escritórios.

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