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Instituição registrou ganhos de R$ 3,2 bilhões no período; carteira de crédito avançou 17,4% ante mesmo trimestre de 2010

O Banco do Brasil fechou o segundo trimestre com lucro líquido melhor que o esperado, com expansão de 23,2% sobre um ano antes, a R$ 3,357 bilhões.

O resultado ficou acima da previsão média de 10 analistas consultados pela Reuters, de R$ 2,957 bilhões. Em bases recorrentes, o lucro obtido entre abril e junho foi de R$ 3,23 bilhões, montante 38,8% maior e maior que os R$ 2,922 bilhões previstos por analistas.

No final de junho, a carteira de crédito da maior instituição financeira do país era de R$ 383,38 bilhões, um acréscimo de 17,4% em 12 meses. O avanço foi puxado pelos empréstimos corporativos, em alta de 21,4%, para R$ 191,2 bilhões, com destaque para a carteira de empresas de pequeno e médio porte.
Já os financiamentos para o varejo tiveram expansão de 21,2% sobre junho de 2010, a R$ 122,56 bilhões, tendo à frente os financiamentos para veículos, que deram um salto de 34,1%.

O BB registrou uma melhora na qualidade da carteira, já que o índice de inadimplência da carteira, medida pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias, ficou em 2%, menor do que os 2,1% do fim do primeiro trimestre e que os 2,7% na comparação anual.

As provisões para perdas esperadas com calotes somaram R$ 3,05 bilhões, um salto de 15,9% sobre o montante reservado no trimestre anterior, e 6,1% a mais na comparação ano a ano.

A rentabilidade sobre o patrimônio líquido recorrente foi de 26,6%, ante 24,8% de janeiro a março e dos 26,5% do segundo trimestre do ano passado.

No fim de junho, os ativos totais do grupo somavam R$ 904,15 bilhões, um incremento de 19,6% na comparação com o fim do primeiro semestre de 2010.