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Agência cortou classificação dos Estados Unidos no começo de agosto e mercados reagiram com nervosismo

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Los Angeles e dois outros municípios norte-americanos que, voluntariamente, pagavam comissões para a Standard & Poor's (S&P) avaliar seus portfólios de investimentos abandonaram essa prática. A agência de classificação de risco de crédito cortou, em 5 de agosto, a nota concedida ao governo federal dos EUA.

Outras cidades, incluindo a de St. Lucie County, na Flórida, informaram que também estariam considerando a ideia de abandonar os ratings que a S&P concede aos seus portfólios de investimentos. A S&P informou que, atualmente, classifica 90 investimentos desse tipo. A agência cortou a nota de 14 desses portfólios como parte de um amplo rebaixamento de 73 fundos, após considerar que detinham "exposição significativa" a investimentos em títulos do governo dos EUA (Treasuries) e papéis de agências ligadas ao governo norte-americano que tiveram classificação de risco reduzida. Os papéis da dívida soberana dos EUA perderam o selo AAA e passaram a receber nota AA+ no início deste mês.

Até a quarta-feira, a Standard & Poor's havia perdido as cidades de Los Angeles, Manatee County, Florida, e San Mateo County, na Califórnia, que remuneravam a S&P para avaliarem seus portfólios de investimentos. Peter Rizzo, diretor sênior do grupo de ratings de fundos da S&P, disse que a companhia começou a avaliar esses tipos de investimentos em 1994, respondendo a demandas de algumas cidades que tentavam acalmar investidores após a crise financeira em Orange County, na Califórnia. Naquele ano, Orange County entrou com o então maior pedido de concordata municipal após seu fundo de investimento perder mais de US$ 1 bilhão, em razão de investimentos em derivativos arriscados. As informações são da Dow Jones.

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