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SÃO PAULO - Desde o começo do pregão os contratos de juros futuros operam sem direção definida na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) e assim terminam o pregão desta quarta-feira

SÃO PAULO - Desde o começo do pregão os contratos de juros futuros operam sem direção definida na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) e assim terminam o pregão desta quarta-feira. Apenas os contratos mais longos recuperam os prêmios perdidos no pregão de ontem. Antes do ajuste final de posições, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012, o mais líquido do dia, apontava baixa de 0,02 ponto, a 11,35%. Mas janeiro de 2013 mostrava valorização de 0,04 ponto, a 11,85%. Janeiro de 2014 ganhava 0,05 ponto, a 11,86%. E janeiro de 2015 acumulava de 0,08 ponto, a 11,85%. Entre os curtos, novembro de 2010 operava estável a 10,63%. Dezembro de 2010 recuava 0,01 ponto, a 10,63%. E janeiro de 2011 subia 0,01 ponto, a 10,65%. Até as 16h10, foram negociados 456.375 contratos, equivalentes a R$ 37,89 bilhões (US$ 22,23 bilhões), queda de 40% sobre o registrado no pregão anterior. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 133.790 contratos, equivalentes a R$ 11,78 bilhões (US$ 6,91 bilhões). Segundo o gestor da SLW Asset Management, Gustavo Gazeneo, o dia foi de pouca movimentação, primeiro pela ausência de notícias relevantes e segundo porque o mercado já começa a olhar cada vez mais para Brasília, esperando a definição das eleições e a composição do novo governo. "O mercado espera, mesmo, alguma sinalização de que fica e quem sai do Banco Central e da Fazenda", resume o especialista. Ainda de acordo com Gazaneo, não há muito o que esperar da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), pois não está prevista uma mudança de postura da autoridade monetária, que deve segurar a taxa Selic estável em 10,75% ao ano nos próximos encontros. Na visão do gestor, o juro não muda de patamar até o fim do primeiro trimestre de 2011. (Eduardo Campos | Valor)

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