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Vencimentos curtos e médios conservaram viés de baixa, enquanto longos passaram por recuperação de prêmios de risco

Depois da forte queda no pregão de ontem, os contratos de juros futuros encerraram a terça-feira sem direção única na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Os vencimentos curtos e médios conservaram viés de baixa, enquanto os longos passaram por uma recuperação de prêmios de risco.

O estrategista-chefe da CM Capital Markets, Luciano Rostagno, acredita que o mercado de juros futuros exagerou na reação às expectativas de menor crescimento global ou mesmo de recessão nos países desenvolvidos.

Com isso, caso o Comitê de Política Monetária (Copom) confirme estabilidade da Selic em 12,50%, os contratos podem passar por firme ajuste de alta. Expectativa que fica reforçada dada a elevada probabilidade atribuída a um corte da Selic já nesta quarta-feira.

Os contratos de juros mostram chance ao redor de 75%, embora o Focus mostre Selic estável em 12,50%. Ou seja, há divergência entre os economistas e o mercado. Para Rostagno, o cenário externo de maior volatilidade e menor crescimento nos Estados Unidos e Europa deve servir de argumento para o BC encerrar o ciclo de aperto monetário.

Mas não para justificar uma reversão já nesta quarta-feira. Fora isso, diz, olhando para a China, os dados mostram desaceleração gradual, mas um ritmo ainda robusto de crescimento. "Sabemos que a China é o principal parceiro do Brasil. Então, isso dá respaldo para nossa economia."

Ainda de acordo com Rostagno, é cedo para pensar em corte de juros também em outubro porque o BC não pode assumir o risco de perder o controle da inflação. Antes do ajuste final de posições na BM&F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em setembro de 2011 ganhava 0,01 ponto percentual a 12,38%.

Outubro de 2011, o mais líquido do dia, apontava estabilidade a 12,26%, depois de testar 11,23%. Novembro de 2011 marcava 12,17%, sem variação. Janeiro de 2012 projetava 11,92%, queda de 0,02 ponto.

E julho de 2012 projetava 11,37%, queda de 0,03 ponto. Entre os contratos mais longos, janeiro de 2013 apontava baixa de 0,02 ponto, a 11,15%, mas fez mínima a 11,08%. Janeiro de 2014 registrava estabilidade a 11,23%.

Mas janeiro de 2015 tinha alta de 0,06 ponto, a 11,34%. Janeiro de 2016 ganhava 0,14 ponto, a 11,35%. E janeiro de 2017 também projetava 11,35%, ganho de 0,10 ponto. Até as 16h10, foram negociados 2.628.710 contratos, equivalentes a R$ 248,47 bilhões (US$ 155,55 bilhões), alta de 25% sobre o pregão anterior.

O vencimento outubro de 2011 foi o mais negociado, com 1.075.860 contratos, equivalentes a R$ 106,45 bilhões (US$ 66,64 bilhões).

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