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SÃO PAULO - O mercado de juros futuros registra pouca oscilação e opera sem uma direção definida desde a abertura dos negócios desta quarta-feira

. Minutos atrás, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 subia 0,01 ponto percentual, a 10,65%, enquanto o contrato de abertura de 2012 cedia 0,04 ponto percentual, para 11,33%. Já o DI do início de 2013 mantinha o patamar de 11,81%. Entre os vértices ainda mais dilatados, o DI do início de 2014 declinava 0,01 ponto, a 11,80%, enquanto o contrato de janeiro de 2015 avançava 0,01 ponto, a 11,78%. O economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luis Otávio de Souza Leal, ressalta que, ontem, boa parte da queda dos contratos foi gerada pelos boatos de que o candidato do PSDB, José Serra, se aproximaria de Dilma Rousseff, do PT, nas pesquisas eleitorais. O fato, entretanto, foi "desmentido", já que a pesquisa Datafolha/Rede Globo mostrou que Dilma mantém 12 pontos percentuais de vantagem sobre Serra, em um resultado que repete os percentuais de votos válidos registrados na semana passada. A pesquisa mais recente da Confederação Nacional do Transporte (CNT) ainda mostrou que a candidata do PT abriu vantagem significativa em relação ao seu adversário. Dilma possui 58,6% dos votos válidos e Serra tem 41,4%. Na pesquisa anterior, feita nos dias 18 e 19, Dilma detinha 52,8% e Serra, 47,2%. Segundo o economista do Banco ABC Brasil, o dia mostra apenas um ajuste técnico, com o mercado na expectativa da ata do Copom e do IGP-M de outubro, a ser divulgados amanhã. "O mercado está esperando para ver se o Banco Central (BC) mudará alguma coisa na ata, se dará alguma indicação de preocupação com o mercado de trabalho e com o descompasso entre oferta e demanda. E os dados do IGP-M podem reforçar ou não a expectativa de que o BC chegará ao fim do ano mais pressionado do que se esperava", comentou. Na agenda do dia, a Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostrou que a taxa de desemprego das sete regiões avaliadas caiu de 11,9%, em agosto, para 11,4%, em setembro. No nono mês do ano passado, a taxa de desemprego era de 14,1%. Já a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) informou que as vendas reais do setor supermercadista avançaram 4,83% em setembro na comparação com o mesmo período do ano passado. Na comparação com agosto, entretanto, considerado pela entidade como um mês "atípico", houve queda real de 0,55% nas vendas. (Beatriz Cutait | Valor)

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