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SÃO PAULO - O mercado de juros futuros opera com pouca oscilação na primeira etapa dos negócios desta quarta-feira, véspera de feriado nacional

. Os dados econômicos do dia surtem pouco efeito sobre a atuação dos investidores. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou logo cedo que a taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas do país ficou em 6,4% em maio, leitura idêntica à de abril e inferior à marca registrada no quinto mês de 2010 (7,5%). O resultado foi o menor para maio desde o começo da série do organismo, em março de 2002, e ficou em linha com as expectativas. O rendimento médio real dos ocupados de R$ 1.566,70 em maio foi o mais expressivo para o mês desde 2002, com elevação de 1,1% no confronto mensal e de 4% ante um ano antes. Avaliação do diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros, indica que, de modo geral, o conjunto de resultados reportados aumenta a probabilidade de que o ajuste da taxa básica de juros se estenda para além de julho. "Contudo, ainda que não coloquemos em dúvida que o mercado de trabalho continua aquecido, é importante considerar que há alguns sinais que apontam para moderação nesse mercado", destacou o banco, em relatório, fazendo menção aos números mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O Bradesco continua com a aposta de desaceleração da economia brasileira nos próximos meses e ressalta que, a despeito da inflação acumulada em 12 meses em aceleração até agosto, "o ambiente macroeconômico no qual as negociações salariais ocorrerão no segundo semestre deverá impor restrições para uma nova rodada de aceleração do rendimento". Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), entre os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) de prazos mais dilatados, o de janeiro de 2013 apresentava, há pouco, alta de 0,02 ponto percentual, a 12,57%, o de janeiro de 2014 também avançava 0,02 ponto, a 12,49%, e o do início de 2015 subia 0,01 ponto, a 12,45%. Além disso, o contrato de abertura de 2016 ganhava 0,01 ponto, a 12,37%, e o de janeiro de 2017 mantinha taxa de 12,27%. Na ponta mais curta da curva de juros, o DI com vencimento em julho preservava o patamar de 12,12%, e o de outubro avançava 0,01 ponto, a 12,35%. O contrato de janeiro de 2012 mantinha taxa de 12,44%. (Beatriz Cutait | Valor)

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