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Documento divulgado nesta manhã pelo Banco Central sinalizou elevação da Selic em julho

A curva de juros futuros teve um pregão de pouca oscilação nesta quinta-feira. Reflexo da falta de surpresas da ata do Comitê de Política Monetária (Copom). O mercado já trabalhava com mais um ajuste de 0,25 ponto percentual na Selic na reunião de julho do colegiado e conforme notou o economia-sênior do Espírito Santo Investment Bank, Flávio Serrano, o documento apenas confirma esse movimento.

Na visão de Serrano, mesmo reconhecendo uma evolução mais favorável da inflação recentemente, o BC ainda demonstra preocupação com o aquecimento do mercado de trabalho. Fora isso, diz Serrano, ao seguir com o ajuste dos juros, o BC ganha uma "margem de segurança", caso o cenário no decorrer do ano seja de repique inflacionário ou mesmo de avanço mais firme da inflação.

Por isso mesmo, diz o especialista, apesar de o cenário-base ser de mais uma alta e fim de ciclo, não é possível descartar completamente a possibilidade de aperto também em agosto. Como sempre, tudo depende da evolução dos dados. O oposto também não pode ser descartado, ou seja, chegar em julho e o Copom optar por manter a Selic em 12,25%.

Por ora, esse é o cenário de menor probabilidade e sua evolução tem relação direta com o quadro externo e com o impacto que isso pode ter sobre a inflação local. Por ora, o quadro favorece a inflação doméstica, pois é de menor atividade e commodities para baixo. A variável em aberto é a taxa de câmbio, que pode anular esses ganhos.

Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2011 apontava alta de 0,02 ponto percentual, a 12,13%. Outubro de 2011 marcava avanço de 0,01 ponto, a 12,31%. E janeiro de 2012, o mais líquido do dia, projetava 12,39%, sem variação.

Entre os contratos mais longos, janeiro de 2013 mostrava estabilidade a 12,46%. Janeiro de 2014 subia 0,01 ponto, a 12,37%. Janeiro de 2015 apontava 12,35%, sem alteração. Janeiro de 2016 e de 2017 também estavam estáveis a 12,27% e 12,27%. Até as 16h10, foram negociados 786.263 contratos, equivalentes a R$ 68,12 bilhões (US$ 42,68 bilhões), menos da metade do registrado no pregão anterior. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 332.540 contratos, equivalentes a R$ 31,20 bilhões (US$ 19,55 bilhões).

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