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SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros mais longos dão continuidade ao movimento de alta de prêmios de risco iniciado ontem, em um dia marcado pela ausência de indicadores econômicos

. Há pouco, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 mantinha taxa de 10,65%, assim como o contrato de abertura de 2012 preservava o patamar de 11,35%. Já o DI do início de 2013 subia 0,04 ponto percentual, a 11,83%. Entre os vértices ainda mais dilatados, o DI do início de 2014 tinha aumento de 0,05 ponto, a 11,84%, enquanto o contrato de janeiro de 2015 ganhava 0,03 ponto, a 11,79%. O gestor da Oren Investimentos, Adriano Fontes, assinala que as medidas do governo para tentar fechar as brechas encontradas pelos investidores estrangeiros visando contornar o pagamento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) continuam a inibir sua atuação no mercado de juros. "As medidas afetam principalmente a parte mais longa da curva, gerando certa desalavancagem nesse tipo de operação", comentou. Para a próxima semana, Fontes assinala que as atenções do mercado estarão voltadas à divulgação da ata da última reunião do Copom e do IGP-M fechado de outubro. "O comunicado do Copom foi muito vago e as eleições também devem conter o discurso na ata. A economia está de fato crescendo acima do seu potencial, a inflação tem mostrado que está subindo e o mercado local está aquecido. O Banco Central terá que mudar o discurso até o fim do ano e deve subir juros no primeiro trimestre de 2011", apontou Fontes. (Beatriz Cutait | Valor)

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