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Dia foi pautado por temores em relação à Grécia e dados econômicos dos Estados Unidos

Os contratos de juros futuros voltam do feriado perdendo prêmio de risco na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). O movimento de baixa tem suporte na percepção de menor crescimento da atividade em âmbito global e ganha respaldo no mercado de títulos dos Estados Unidos, onde a taxa do Treasury de 10 anos segue próxima de mínimas não vistas desde dezembro do ano passado.

Segundo o estrategista de renda fixa da Coinvalores, Paulo Nepomuceno, esse viés de baixa no crescimento global parece consolidar a ideia de que o preço das commodities não tem mais espaço para ir para cima. Com isso, não haveria pressão adicional do setor externo sobre a inflação local. Mesmo assim, diz o estrategista, tal cenário não tira o Banco Central (BC) do modo de aperto da política monetária.

O que preocupa, diz Nepomuceno, é o gatilho de indexação armado pelo reajuste do salário mínimo em 2012. "É pouco provável que os agentes ancorem expectativas de inflação com a existência de mecanismos fortes de indexação", diz Nepomuceno. Mesmo que as commodities ajudem, a alta dos salários e dos serviços continua sendo um desafio para a convergência da inflação para o centro da meta de 4,5% no ano que vem.

Olhando para a próxima semana, os investidores aguardam o Relatório Trimestral de Inflação do BC. O documento atualiza a previsão de crescimento da economia, bem como dos modelos de inflação utilizados pela autoridade monetária. Antes do ajuste final de posições na BM&F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2011 apontava baixa de 0,01 ponto percentual, a 12,12%. Outubro de 2011 marcava estabilidade, a 12,33%. E janeiro de 2012, o mais líquido do dia, perdia 0,01 ponto, a 12,42%.

Entre os contratos mais longos, janeiro de 2013 mostrava baixa de 0,04 ponto, a 12,51%. Janeiro de 2014 perdia 0,03 ponto, a 12,44%. Janeiro de 2015 devolvia 0,02 ponto, a 12,41%. Janeiro de 2016 devolvia 0,04 ponto, a 12,31%. E janeiro de 2017 projetava 12,23%, queda de 0,02 ponto. Até as 16h10, foram negociados 394.366 contratos, equivalentes a R$ 34,72 bilhões (US$ 21,86 bilhões), em linha com o registrado no pregão anterior. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 166.215 contratos, equivalentes a R$ 15,63 bilhões (US$ 9,84 bilhões).

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