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Endividamento de países europeus, medidas para conter inflação e dados da China influenciam humor dos investidores

Os contratos de juros futuros de longo prazo voltaram a perder prêmio de risco na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Já os vencimentos curtos seguiram sem grande alteração, carregando no preço uma nova elevação da Selic em julho.

Segundo o vice-presidente de tesouraria do Banco WestLB, Ures Folchini, tal comportamento da curva longa decorre da queda nas vendas no varejo brasileiro e também reflete a percepção global de menor crescimento econômico.

Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que as vendas no varejo recuaram 0,2% em abril, primeira queda em 11 meses. A avaliação geral é de acomodação do setor e não de mudança de tendência. A alta da inflação no período também ajuda a explicar a baixa nas vendas.

Pelo lado externo, diz Folchini, a ideia de menor crescimento em âmbito global tira força das commodities, o que acaba contribuindo com o trabalho do Banco Central (BC) de conter as pressões inflacionárias. Além da incerteza sobre a atividade, outro ponto de incerteza que deixa os investidores mais cautelosos é o endividamento de países europeus.

Esse quadro deixa os agentes avessos ao risco, o que resulta em maior demanda por dólar e títulos do Tesouro americano. A taxa de retorno do título dos EUA de 10 anos está consistentemente abaixo dos 3%, algo que não acontecia desde dezembro do ano passado.

Antes do ajuste final de posições na BM&F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2011 apontava baixa de 0,01 ponto percentual, a 12,13%. Outubro de 2011 marcava estabilidade a 12,31%. E janeiro de 2012, o mais líquido do dia, também operava estável a 12,40%.

Entre os contratos mais longos, janeiro de 2013 mostrava baixa de 0,02 ponto, a 12,47%. Janeiro de 2014 recuava 0,02 ponto, a 12,36%. Janeiro de 2015 perdia 0,01 ponto, a 12,33%. Janeiro de 2016 projetava 12,23%, baixa de 0,05 ponto. E janeiro de 2017 valia 12,13%, perda de 0,03 ponto. Até as 16h10, foram negociados 657.615 contratos, equivalentes a R$ 56,80 bilhões (US$ 35,78 bilhões), metade do registrado no pregão anterior. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 153.176 contratos, equivalentes a R$ 14,34 bilhões (US$ 9,03 bilhões).

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