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Curva de juros mostra possível alta de 0,25 ponto percentual no juro básico na reunião de agosto do Copom

Depois do ajuste de alta observado ontem, o pregão de quarta-feira foi menos movimentando no mercado de juros futuros. Com isso, as taxas fecham o dia rondando a estabilidade na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F).

Olhando além do intradia, o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, acredita que começa a crescer no mercado a ideia de que o ajuste da Selic engloba alta de juros em julho e agosto. No momento atual, a curva mostra probabilidade de 50% para um ajuste de 0,25 ponto no encontro de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom). "E isso tende a aumentar no médio prazo", diz.

De acordo com Petrassi, está mais do que configurado que a queda da inflação que vemos agora é um fenômeno de curo prazo. E olhando para 2012, o reajuste do salário mínimo, bem como a necessidade de mais investimentos em função da Copa de 2014, são fatores que podem trazer desequilíbrios no balanço de risco. "O BC não vai dar um choque de juros, mas pode prolongar o ciclo acima do previsto", acredita Petrassi.

Ainda de acordo com o gestor, as atenções estão voltadas, agora, à divulgação do Relatório Trimestral de Inflação, previsto para a quinta-feira, dia 29. Para o especialista, apesar da melhora do quadro atual, o documento deve manter um tom de cautela avaliando os riscos que cercam o cenário de inflação no decorrer do ano e em 2012.

Antes do ajuste final de posições na BM&F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2011 apontava estabilidade a 12,12%. Outubro de 2011 também marcava estabilidade a 12,34%. Assim como janeiro de 2012, o mais líquido do dia, que projetava 12,44%.

Entre os contratos mais longos, janeiro de 2013 mostrava alta de 0,01 ponto percentual, a 12,56%. Janeiro de 2014 também ganhava 0,01 ponto, a 12,48%. Janeiro de 2015 estava estável, a 12,44%. Janeiro de 2016 subia 0,01 ponto, a 12,37%. E janeiro de 2017 projetava 12,27%, sem alteração. Até as 16h10, foram negociados 384.205 contratos, equivalentes a R$ 32,43 bilhões (US$ 20,38 bilhões), queda de 64% sobre o registrado no pregão anterior. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 125.761 contratos, equivalentes a R$ 11,82 bilhões (US$ 7,43 bilhões).

Na agenda do dia, mas sem força para determinar preços, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que a taxa de desemprego marcou 6,4% em maio, estabilidade na comparação mensal. Já o rendimento real médio do trabalho seguiu em ascensão. Em comparação com abril, a alta foi de 1,1%, e no confronto anual, o ganhou ficou em 4%.

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