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Banco de investimentos pediu para que seus funcionários tentassem não tirar vantagem do ocorrido com concorrente

O banco de investimento JPMorgan, em uma tentativa de proteger a reputação de Wall Street, pediu aos seus funcionários que não se valessem do escândalo no Goldman Sachs , após a publicação no The New York Times de uma virulenta carta de renúncia.

O executivo Greg Smith, que trabalhou com ações de derivativos, colocou o setor bancário no olho do furacão na quarta-feira com uma carta aberta na columa de opinião em que chamou o Goldman Sachs de um lugar "tóxico e destrutivo" onde os diretores se referem abertamente aos clientes como fantoches.

O presidente do JPMorgan, Jamie Dimon, instruiu os empregados, em comunicado interno, a não procurarem ter vantagem sobre os "supostos problemas" no concorrente e pediu que se concentrassem na qualidade do trabalho e não na polêmica, que a imprensa norte-americana está chamando de "Muppetgate", em referência a "muppet", "fantoche" em inglês.

"Que fique claro que não quero ninguém tirando proveito dos supostos problemas do concorrente ou de quem quer que seja. Esse não é o jeito de trabalharmos", escreveu Dimon, segundo cópia a que a Reuters teve acesso.

O e-mail de Dimon, mandando antes de os funcionários na Ásia chegarem para trabalhar nesta quinta-feira, foi enviado primeiramente para o comitê operacional mundial e depois repassado para mais setores do JPMorgan, segundo fontes que tiveram acesso ao comunicado. O JPMorgan se negou a comentar o assunto.

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