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Tóquio, 7 ago (EFE)

Tóquio, 7 ago (EFE).- O vice-ministro de Finanças japonês, Fumihiko Igarashi, advertiu neste domingo que o Japão voltará a intervir no mercado de divisas, da mesma forma que já fez na quinta-feira passada, se detectar oscilações excessivas nas taxas de câmbio do iene. "Não acabou ainda. Faremos outra intervenção se percebermos movimentos especulativos", assegurou com contundência Igarashi em um programa da televisão pública japonesa "NHK". Seus comentários foram feitos três dias após o Japão realizar uma intervenção, a primeira em quatro meses e meio, unilateral no mercado de divisas para depreciar o iene, que roçava na semana passada seu recorde histórico frente à moeda americana. No entanto, muitos analistas advertem que podem desaparecer nos próximos dias os efeitos da intervenção sobre a divisa japonesa, que fechou a semana na banda baixa das 78 unidades em relação ao dólar, e na faixa alta das 111 em relação ao euro. No dia 17 de março, uma semana depois do terremoto que devastou o nordeste do Japão, o iene chegou a ser negociado a 76,25 unidades por dólar, seu nível máximo desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o que representa uma intervenção conjunta dos países do G7 para desvalorizar a moeda japonesa e facilitar assim a recuperação da terceira economia mundial após a catástrofe. Uma moeda forte prejudica as exportadoras japonesas, motor da economia, já que representa uma perda de competitividade no exterior e baixa seu lucro na hora de repatriá-lo. EFE asb/ma