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Segundo instituto, governo deve continuar tendência de redução das taxas de juros e reversão das políticas macroprudenciais

O Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea) acredita que o governo vá manter uma política monetária expansionista em 2012, com a continuação da tendência de redução das taxas de juros e a reversão das políticas macroprudenciais. Essas são algumas das expectativas da instituição para que o Brasil possa acelerar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano.

"Para 2012, esperamos a manutenção dos fundamentos que sustentam a demanda brasileira. O crédito deve continuar se expandindo e a renda deve continuar crescendo", afirmou o técnico em planejamento em pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac/Ipea), Napoleão Silva, que apresentou o comunicado "Considerações sobre a desaceleração do PIB em 2011", em que também são feitas ponderações acerca de expectativas para o PIB em 2012.

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No campo da política fiscal, o instituto espera que o governo implemente políticas de incentivo à indústria. Silva lembra, porém, que a taxa de câmbio deve seguir apreciada, mantendo um desafio para o crescimento industrial brasileiro.

Para o Ipea, em 2011 "a valorização do câmbio contribuiu para a substituição de insumos nacionais por insumos importados [pelo setor industrial]", como comentou Silva, prejudicando o desempenho do PIB. O ambiente externo é outra preocupação.

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O Ipea espera uma recuperação lenta da economia mundial. Mas o instituto alerta que o ambiente internacional ainda é incerto e chama a atenção para a possibilidade de agravamento da crise europeia.

Nessa hipótese, o Brasil poderia sentir os efeitos da crise através de quatro possibilidades desenhadas pelo Ipea: uma redução do fluxo líquido de entrada de capital estrangeiro no país, levada por uma aversão maior ao risco; a redução de linhas de crédito disponíveis devido à redução da liquidez internacional; a contração nos níveis de consumo e investimento; e a redução nos níveis globais de atividade econômica.

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