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Apenas fundos conservadores de curto prazo e de commodities tiveram ingresso de dinheiro na semana até 10 de agosto, diz EPFR

Os fundos de ações dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) tiveram fortes retiradas na semana entre 4 e 10 de agosto. Segundo a EPFR Global, os produtos dedicados a ações dos BRIC tiveram a 17 ª semana consecutiva de saídas de dinheiro. Além disso, pela trigésima vez em 32 semanas, até agora, as retiradas desses fundos atingiram as máximas em 151 semanas. A saída da última semana atingiu US$ 327 milhões (R$ 520 milhões). No Brasil, foram registradas retiradas de US$ 109 milhões (R$ 175 milhões). A EPFR Global fornece informação sobre fluxos de fundos e alocação de ativos para bancos no mundo.

Fundos de commodities tiveram ingresso de recursos na semana até 10 de agosto
Divulgação
Fundos de commodities tiveram ingresso de recursos na semana até 10 de agosto
Em relatório semanal, a consultoria diz que uma tempestade imperfeita de rebaixamentos, rumores, dados macroeconômicos sem brilho e continuidade da crise europeia transformou um recuo dos investidores em algo que se aproximou de um tumulto durante a semana encerrada em 10 de agosto. Os resgates da maioria dos fundos rastreados pela EPFR Global dispararam, com os fundos de títulos de alta rentabilidade atingidos com força particular, enquanto investidores liquidaram posições e estacionaram seus recursos nos fundos do mercado monetário, que são os produtos conservadores de curto prazo.

Os resgates de fundos de mercados emergentes, de investimento global, títulos e balanceados atingiram níveis semelhantes aos da crise de 2008. Fundos do setor imobiliário tiveram sua pior semana em quase quatro anos e as saídas dos fundos dos Estados Unidos saltaram para a maior alta em 63 semanas.

Além dos fundos de mercados monetários, que absorveram US$ 49,8 bilhões, os únicos grupos importantes a atrair dinheiro fresco foram os fundos setoriais de commodities especializados em ouro e metais preciosos, com ingressos de US$ 704 milhões, fundos emergentes em moeda local e fundos de ações do Japão. No geral, os fundos de ações registraram saídas coletivas de US$ 26,1 bilhões, o pior resultado desde o segundo trimestre de 2008, enquanto os fundos de bônus tiveram retiradas recordes de US$ 10,4 bilhões.

A chamada teoria da dissociação, segundo a qual as fortunas dos mercados emergentes já não estão vinculadas aos ciclos econômicos nos países desenvolvidos, encontrou pouco apoio entre os investidores no início de agosto, diz a EPFR. A perspectiva de queda da demanda destes principais mercados de exportação levou à retirada de mais de US$ 7 bilhões dos fundos de mercados emergentes rastreadosdurante a semana encerrada em 10 de agosto. Trata-se da maior saída desde 2008.

Como percentagem dos ativos sob gestão, as saídas totalizaram 0,87% dos fundos de ações dos mercados emergentes globais diversificados, 1,16% dos fundos da Ásia sem Japão, 1,87% para os fundos de ações emergentes e 1,35% dos fundos de ações da América Latina. Para a semana que terminou em 24 de janeiro de 2008, que viu a maior saída já registrada em dólares, as percentagens comparáveis foram de 1,65%, 2,44%, 2,23% e 2,35% respectivamente.

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