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Relatório de emprego decepcionou o mercado, embora os dados do setor de serviços tenham ajudado a frear a forte queda das ações

As principais bolsas de valores dos Estados Unidos encerraram sua quinta semana consecutiva de perdas com mais uma onda de vendas nesta sexta-feira, após o

relatório do mercado de trabalho

do país reforçar a percepção de que a economia está desacelerando.

No entanto, analistas afirmam que os índices podem finalmente se estabilizar no curto prazo.

O Dow Jones recuou 0,79%, a 12.151 pontos. O Standard & Poor's 500 cedeu 0,97%, a 1.300 pontos. O Nasdaq teve desvalorização de 1,46%, a 2.732 pontos.

O S&P 500 teve sua pior queda semanal desde a metade de agosto. Na semana, os índices recuaram 2,3% cada.

A onda de vendas foi intensa após a divulgação do relatório sobre geração de emprego nos EUA nesta manhã, momento no qual o S&P 500 testou sua mínima de 1.294 pontos em abril.

Porém, um relatório com dados positivos sobre o setor de serviços ajudou as ações a se recuperarem de algumas das perdas.

Os principais índices registraram suas mínimas em seis semanas e o S&P está em um patamar 4,7% inferior ao das máximas atingidas no fim de abril. No entanto, administradores de fundos dizem que as ações já precificaram a incerteza macroeconômica.

"Não vemos uma tendência negativa palpável", disse Jim McDonald, estrategista-chefe de investimentos na Northern Trust Global Investments, em Chicago, que gerencia US$ 650 bilhões em ativos.

"Uma correção de cinco por cento seria apropriada para a desaceleração que estamos vendo, e quanto ao médio prazo, esperamos ganhar um pouco de impulso", disse.

O relatório se seguiu a dados recentes sobre a indústria, venda de casas e sobre a redução da demanda do consumidor, atiçando debates entre investidores sobre a duração da atual fraqueza econômica. No entanto, uma leitura sobre o setor de serviços, que representa a maior parte da economia, deu algumas esperanças de que os próximos relatórios possam melhorar.

"Nossa visão é de que estamos vendo claramente uma desaceleração, mas seria necessário um choque no sistema para que as coisas piorassem muito em relação a este momento", disse Andrew Goldberg, estrategista de mercado do J.P. Morgan Funds, em Nova York.

"Há pouca margem para erros, mas há razões para esperar crescimento, e não vemos muitas perspectivas de uma série de novas quedas", disse.

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