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SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros longos completaram mais um pregão de valorização na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) e alguns vencimentos, como janeiro de 2013, testam taxas não observadas em mais de dois meses

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros longos completaram mais um pregão de valorização na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) e alguns vencimentos, como janeiro de 2013, testam taxas não observadas em mais de dois meses. Antes do ajuste final de posições, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012, o mais líquido do dia, apontava alta de 0,06 ponto, a 11,42%. Janeiro de 2013 mostrava valorização de 0,11 ponto, a 11,96%. Janeiro de 2014 ganhava 0,10 ponto, a 11,97%. E janeiro de 2015 aumentava de 0,11 ponto, a 11,95%. Entre os curtos, novembro de 2010 subia 0,01 ponto, a 10,64%. Dezembro de 2010 ganhava 0,02 ponto, a 10,65%. E janeiro de 2011 projetava 10,65%, sem alteração. Até as 16h10, foram negociados 739.135 contratos, equivalentes a R$ 63,36 bilhões (US$ 37,28 bilhões), em linha com o registrado no pregão anterior. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 189.190 contratos, equivalentes a R$ 16,64 bilhões (US$ 9,79 bilhões). Para um gestor de renda fixa que preferiu não se identificar, os últimos indicadores de inflação e atividade, que surpreenderam para cima, explicam parte desse aumento na inclinação da curva. Mas o fator mais importante, mesmo, é a insegurança trazidas pelas medidas adotadas pelo governo para conter a valorização do real. Vale lembrar que na semana passada, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre ingressos externos para renda fixa foi novamente reajustado, passando de 4% para 6%. E os depósitos de margens que os não residentes fazem na BM&F também passaram a pagar 6%. Segundo esse especialista, o imposto mais alto inibe o fluxo externo, que é o tradicional doador de dinheiro nos vértices longos. Além disso, as recentes decisões do governo aumentaram a incerteza no mercado. E isso faz com que os investidores peçam mais prêmio para fazer aplicações. Ainda de acordo com o gestor, parece que o governo ainda não está satisfeito com esse patamar de taxa de câmbio. O que traz insegurança ao mercado quanto à possibilidade de novas medidas restritivas. Na agenda o dia, o boletim Focus voltou a mostrar alta no prognóstico de inflação para 2010. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) esperado para o encerramento do ano subiu de 5,20% para 5,27%. Para 2011, no entanto, a sondagem captou uma redução marginal, com a taxa recuando de 4,99% para 4,98%. A inflação projetada em 12 meses avançou de 5,16% para 5,17%. (Eduardo Campos | Valor)

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