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Em reunião, membros do cartel dividiram-se a favor e contra a elevação das cotas de produção

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O preço dos contratos futuros do petróleo subiu, ainda impulsionado pelo impasse em relação às cotas de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Durante uma reunião em Viena ontem, uma parte do cartel foi contrária à elevação das cotas, o que surpreendeu os participantes do mercado, que esperavam o aumento na produção.

Os países do Golfo Pérsico liderados pela Arábia Saudita são favoráveis a uma elevação de até 1,5 milhão de barris por dia nas cotas da Opep, que colocaria a produção total do grupo em 30,3 milhões de barris diários. Apesar disso, seis membros do cartel, incluindo Venezuela e Irã, defendem a manutenção das cotas por acreditarem que a atual oferta de petróleo é suficiente.

"O mercado quer mais clareza", disse Andy Lebow, vice-presidente de energia da MF Global. "Não houve uma decisão formal sobre a produção. Os sauditas disseram que vão aumentá-la, mas precisaremos esperar para ver", acrescentou, referindo-se a comentários de autoridades da Arábia Saudita após a reunião da Opep garantindo que o país vai aumentar a produção.

Segundo o operador Sean McGillivray, da Great Pacific Wealth Management, a incerteza em relação ao rumo da produção da Opep deve estimular os investidores a "testar a parte mais alta" da recente faixa de preço do petróleo, que vai de US$ 95 a US$ 105 por barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

O contrato do petróleo para julho negociado na Nymex subiu hoje US$ 1,19, ou 1,18%, e fechou a US$ 101,93 por barril. Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para julho avançou US$ 1,72, ou 1,46%, para US$ 119,57 por barril. As informações são da Dow Jones.

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