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Mesmo com tensões sobre crise na Grécia, bolsas americanas e a brasileira buscam leve recuperação

Ainda que as tensões com a Grécia permaneçam no centro das atenções do mercado nesta quinta-feira, as bolsas americanas e brasileira buscam uma leve recuperação no início dos negócios. A situação econômica do país europeu segue sem um desfecho.

O primeiro ministro George Papandreou prepara mudanças em seu governo e insiste na aprovação pelo Parlamento de novas medidas de austeridade fiscal para que a Grécia possa receber mais ajuda financeira. As preocupações com um default ainda não foram aliviadas. De toda forma, números mais fortes que o esperado divulgados nos Estados Unidos aliviam parte das tensões do dia.

No Brasil, após estabelecer ontem novo piso para 2011, o Ibovespa mostra volatilidade nesta sessão, mas com viés de alta. Por volta das 11h10, o índice subia 0,07%, aos 61.648 pontos, e girava R$ 895 milhões.

Na BM&F, o Ibovespa futuro, com vencimento em agosto, apresentava apreciação de 0,23%, com o registro de 62.695 pontos. Ontem, o Ibovespa havia recuado 0,97%, aos 61.603 pontos - menor nível desde 5 de julho de 2010 (60.865).

Nos Estados Unidos, minutos atrás, o índice Dow Jones ainda subia 0,25%, o S&P 500 avançava 0,20% e o Nasdaq registrava ganho de 0,14%. Entre os destaques do dia, os novos pedidos de seguro-desemprego no país recuaram em 16 mil na semana passada, em relação à anterior, para 414 mil.

No setor imobiliário, a atividade de construção de casas nos Estados Unidos aumentou 3,5% de abril para maio, para uma taxa anualizada ajustada sazonalmente de 560 mil unidades.

O indicador, contudo, teve queda de 3,4% perante o quinto mês de 2010. Os alvarás de construção, um indicativo da situação futura do setor, aumentou 8,7% na base mensal, para 612 mil. Houve também ampliação na comparação com maio de 2010, de 5,2%.

Dentro do Ibovespa, há pouco, as maiores altas do Ibovespa partiam dos papéis Sabesp ON (2,64%, a R$ 46,19), Brookfield ON (1,79%, a R$ 7,92) e MRV ON (1,78%, a R$ 14,27). Destaque ainda para as ações PN do Pão de Açúcar, com valorização de 1,48%, a R$ 67,59.

O grupo francês Casino anunciou que aumentou sua participação no grupo Pão de Açúcar em 8,6 milhões de ações preferenciais, o que corresponde a 3,3% do capital social. Com isso, a fatia da rede, incluindo as ações ordinárias, sobe para 37%. O controle acionário do GPA continua a ser exercido pela Wilkes (controladora do grupo formada por Casino e o grupo Diniz).

Entre as camadas "blue chips", Petrobras PN ainda subia 0,85%, a R$ 23,50, após informar os dados de produção de maio de 2011. Já os papéis Vale PNA perdiam 0,27%, a R$ 43,15, e OGX Petróleo ON operava estável, a R$ 14,15.

No campo negativo, as principais quedas partiam das ações Cielo ON (-1,31%, a R$ 39,05), Brasil Telecom PN (-1,67%, a R$ 14,67) e Redecard ON (-1,91%, a R$ 23,00). Fora do Ibovespa, destaque de alta para as ações ON da Refinaria de Petróleos de Manguinhos 92,98%, a R$ 0,69).

A empresa firmou acordo com as americanas Chevron e Astra Oil Trading. "A partir da assinatura deste termo de confidencialidade as partes iniciarão a troca de informações confidenciais para elaboração de estudos destinados a exploração do potencial da Refinaria de Petróleos de Manguinhos", ressaltou a brasileira, ao mercado.

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