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Nível é o mais alto desde 3 de agosto. Investidores compraram ações que ficaram baratas

O Ibovespa fechou em alta de 1,38%, cotado em 55.073 pontos, depois de um dia volátil. O nível é o maior desde 3 de agosto, quando o índice encerrou em 56.017 pontos. Hoje, abriu em alta, virou e caiu. Mas, no meio da tarde, voltou a subir. O comportamento da tarde mostrou descolamento em relação a Nova York, que permaneceu com tendência de queda até o fechamento. Nasdaq encerrou com perda de 0,47% e Dow Jones ensaiou ganhou, fechando de lado, com +0,04%. Nos Estados Unidos, as ações negociaram num cabo de guerra entre pressões vendedoras no setor de tecnologia e compradoras no de varejo.

No Brasil, analistas viram compras de pechinchas dando fôlego ao Ibovespa, o que deu voo próprio ao índice local. No mundo, a repercussão da reunião de ontem entre França e Alemanha e dados de desemprego no Reino Unido influenciaram o movimento das bolsas, afirma o economista José Franciso de Lima Gonçalves, do Banco Fator, em relatório desta quarta-feira.

Entre as propostas que surgiram do encontro está a criação de um imposto sobre transações financeira s na região. Outra sugestão dos líderes da Alemanha e da França é a suspensão do acesso aos principais fundos de transferência da União Europeia às nações que apresentem descontrole em seus gastos.

Na Europa, as bolsas europeias fecharam em direções opostas . A falta de um plano para lançar um mercado de eurobônus e a decisão de propor uma nova taxa sobre transações financeiras pressionaram as ações de bancos e das empresas que administram bolsas.

As ações do setor financeiro pesaram sobre as bolsas de Londres, onde o FTSE 100 caiu 0,48%, aos 5.332 pontos, e de Frankfurt, com baixa de 0,77% do índice DAX, para 5.949 pontos. Em compensação, o CAC 40, de Paris, subiu 0,72%, para 3.254 pontos; e o FTSE MIB, de Milão, avançou 1,27%, para 15.950 pontos.

Os papéis do LSE Group, que administra a bolsa de Londres, perderam 2,8%, acompanhados pela Deutsche Boerse, que recuou 4,8%. Royal Bank of Scotland registrou baixa de 3,8%, BNP Paribas, perdeu 2,1% e Deutsche Bank caiu 1,1%.

Nesta quarta, a Eurostat, agência oficial de estatísticas da União Europeia, divulgou que o índice de preços ao consumidor caiu 0,6% em julho na comparação com junho. Os dados ficaram em linha com as expectativas.

Na Ásia, as bolsas também fecharam sem um rumo em comum . Alguns mercados da região sofreram com a retração verificada em Wall Street, além dos temores sobre a crise de débito europeia. Outras bolsas reagiram positivamente à presença dos investidores em busca de ofertas de ocasião. A Bolsa de Indonésia não operou devido a feriado local.

Na agenda desta quarta-feira, estão também o índice de preços ao produtor e estoques de petróleo semanal nos EUA. Na Europa, irá ocorrer um leilão de títulos da dívida de Portugal.

O chefe de análise da corretora SLW, Pedro Galdi, lembra em relatório que a safra de resultados corporativos está encerrada. "Com isto as atenções dos agentes do mercado irá se voltar para eventuais notícias que surjam dos EUA ou Europa."

No mercado cambial, o dólar abriu o dia em queda  a R$ 1,580 na compra e a R$ 1,582 na venda, em queda de 0,62%. Perto de 13h13, a moeda norte-americana ainda caía 0,36%, a R$ 1,584 na venda.

 (Com agências)

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