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SÃO PAULO - Na cola das bolsas internacionais, o mercado acionário brasileiro segue com um desempenho negativo neste pregão e o Ibovespa se mantém abaixo dos 71 mil pontos

. O aumento dos juros anunciado pela China e a safra de balanços americanos estão no foco dos investidores, neste pregão. Ao redor das 12h20, o Ibovespa recuava 1,45%, aos 70.692 pontos, e girava R$ 2,074 bilhões. Na BM&F, o Ibovespa futuro, com vencimento em dezembro, cedia 1,25%, com o registro de 71.750 pontos. Ontem, o Ibovespa fechou em baixa pela primeira vez em seis pregões. O índice teve desvalorização de 0,13%, aos 71.735 pontos. Em Wall Street, as bolsas também abriram os negócios no campo negativo. Há instantes, o índice Dow Jones recuava 0,88%, o S&P 500 registrava baixa de 0,87% e o Nasdaq cedia 1,07%. A analista chefe da Spinelli, Kelly Trentin, assinala que a China exerce a principal pressão sobre os negócios desta jornada, que é marcada pela forte queda dos preços das commodities. O banco central do país elevou as taxas de juro do país em 0,25 ponto percentual. Desta forma, a taxa do depósito de um ano passou de 2,25% para 2,50% e a de empréstimo de um ano aumentou de 5,31% para 5,56%. A medida, que vale a partir de amanhã, visa controlar o avanço da inflação no país asiático. "A desaceleração da China pesa sobre o mundo inteiro", assinala Kelly. Em relação às novas medidas anunciadas pelo governo brasileiro para tentar conter a valorização cambial, a analista avalia que as decisões não devem alterar a tendência de médio prazo para o dólar, já que os fundamentos seguem os mesmo. De toda forma, Kelly ressalta que o impacto real sobre os mercados ainda não estão claros e que aguarda os esclarecimentos da BM&FBovespa, que realiza neste momento uma teleconferência sobre as alterações da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre os investimentos estrangeiros. "As medidas trazem a sensação de que o governo pode ter uma decisão adicional a qualquer momento. Há um viés negativo nelas", diz Kelly, ressaltando que o impacto principal recai sobre o desempenho das ações da BM&FBovespa, que já despencaram ontem. Há pouco, as ações ON da empresa recuavam 1,86%, para R$ 14,24. Neste pregão, também estão no foco os resultados trimestrais divulgados por grandes empresas americanas, como Goldman Sachs, Johnson & Johnson, Coca-Cola e Bank of America (BofA). No setor de tecnologia, os investidores analisam os números da Apple e da IBM. No mercado corporativo doméstico, a maior parte dos papéis do Ibovespa opera no campo negativo, com destaque para Cesp PNB (-3,24%, a R$ 28,05), Sabesp ON (-3,78%, a R$ 40,16) e para as units da ALL (-5,12%, a R$ 17,03). As "blue chips" também operavam no vermelho. Enquanto as ações PNA da Vale recuam 1,03%, a R$ 48,59, os papéis PN da Petrobras cedem 1,96%, a R$ 25,88. Entre as exceções positivas do dia, Embraer ON avançava 0,70%, a R$ 11,49, Souza Cruz ON se apreciava em 0,52%, a R$ 87,66, e Brasil Telecom PN tinha valorização de 0,32%, a R$ 12,24. (Beatriz Cutait | Valor)

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