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SÃO PAULO - Apesar da abertura positiva das bolsas americanas, o mercado acionário brasileiro segue em baixa nesta segunda-feira, mas defende a linha dos 71 mil pontos

. Os negócios na praça brasileira são marcados pelo vencimento de opções sobre ações. Além disso, os investidores estão de olho em uma realização de lucros, dada a valorização de 2,73% apurada pelo Ibovespa entre os dias 8 de 15, que o levou a fazer nova máxima para 2010. Ao redor das 11 horas, o Ibovespa recuava 0,37%, aos 71.566 pontos, e girava R$ 1,142 bilhão. Na BM&F, o Ibovespa futuro, com vencimento em dezembro, cedia 0,54%, com o registro de 72.750 pontos. Na sexta-feira passada, o Ibovespa avançou 0,19%, aos 71.830 pontos, na maior pontuação desde 2 de junho de 2008 (71.897). Análise técnica do Itaú Securities mostra que, assim que o Ibovespa superar a forte barreira dos 72 mil pontos, ele renovará a força na ponta compradora em direção ao topo histórico, situado no nível de 74 mil pontos, para depois buscar os 82 mil pontos. "Do outro lado, em caso de realização o índice Bovespa encontrará suportes em 71.260 (forte), 70.970, 70.650 (forte), 70.330, 69.970 e em 69.600 pontos (fortíssimo). Porém, o Ibovespa abrirá espaço para um movimento de realização no curtíssimo prazo se perder os 69.300 pontos", ressaltou a instituição. Em Wall Street, há instantes, o índice Dow Jones subia 0,34%, o S&P 500 registrava alta de 0,23% e o Nasdaq avançava 0,10%. Os investidores que atuam no mercado americano estão atentos principalmente ao balanço do Citigroup, que fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de US$ 2,168 bilhões e receita administrável de US$ 20,738 bilhões. Um ano antes, esses montantes equivaliam a US$ 101 milhões e US$ 23,142 bilhões, respectivamente. Com este desempenho, o banco registrou o terceiro trimestre seguido com lucro operacional. Ainda na agenda corporativa, a Halliburton informou que o seu lucro líquido mais do que dobrou no terceiro trimestre, com o aumento da perfuração de gás natural nos EUA, que acabou por compensar a queda na atividade de perfuração marítima provocada pelo derrame de petróleo do Golfo do México. A empresa reportou lucro de US$ 544 milhões, ou US$ 0,60 por ação, nos três meses finalizados no dia 30 de setembro, contra US$ 262 milhões, ou US$ 0,29 por ação, obtidos no mesmo período do ano passado. A receita também apontou crescimento de 30%, ao alcançar US$ 4,67 bilhões. Já uma pesquisa do Federal Reserve (Fed) mostrou que a produção industrial nos Estados Unidos diminuiu 0,2% em setembro, depois de uma elevação da mesma ordem em agosto. No âmbito local, as "blue chips" operam em sentidos opostos nesta jornada. Há pouco, os papéis PNA da Vale subiam 0,50%, a R$ 48,02, enquanto as ações PN da Petrobras recuavam 0,38%, a R$ 26,19. As principais altas do Ibovespa partiam dos papéis MMX ON (2,27%, a R$ 13,50), Cemig PN (1,53%, a R$ 29,71) e LLX ON (1,48%, a R$ 8,90). Já as maiores baixas do índice pertenciam às ações BM&FBovespa ON (-3,10%, a R$ 14,68) e Eletrobras ON (-4,52%, a R$ 24,87) e PNB (-4,85%, a R$ 29,23). (Beatriz Cutait | Valor)

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