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Principal índice da bolsa chegou a ensaiar recuperação, mas segue no campo negativo; dólar perde força

A bolsa brasileira começou as operações desta quarta-feira em baixa, ensaiou uma virada para o campo positivo, mas as vendas voltaram a ditar o rumo do dia. Por volta das 11h20, o Ibovespa cedia 0,25%, aos 63.057 pontos, e girava R$ 1,23 bilhão. Na BM&F, o índice futuro, com vencimento em junho, apresentava baixa de 0,26%, com o registro de 63.230 pontos. Ontem, o Ibovespa subiu 0,24%, aos 63.217 pontos. 

Nos Estados Unidos, as bolsas caíam mais uma vez. Há pouco, o índice Dow Jones cedia 0,14%, o S&P 500 recuava 0,15% e o Nasdaq registrava baixa de 0,45%. A cautela ainda está presente nos mercados, diante das preocupações vistas nas últimas semanas com a lenta recuperação da economia americana, com destaque para a fragilidade de seu mercado de trabalho.

Ontem, as palavras do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, não conseguiram acalmar os ânimos. Apesar de reconhecer as dificuldades enfrentadas neste momento, ele não sinalizou para a renovação do chamado "quantitative easing" 2 (QE2), mecanismo pelo qual o Fed compra títulos públicos para injetar dinheiro na economia, que termina ao fim deste mês.

Nesta tarde, o Fed ainda divulga o Livro Bege, retrato atual da situação econômica dos Estados Unidos. Ainda no front internacional, as atenções se voltam para o encontro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Há a expectativa de que o grupo aumente o teto de produção da commodity.

Na cena doméstica, em dia de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o mercado repercute a saída de Antonio Palocci da Casa Civil , anunciada ontem. Dentro do Ibovespa, a maior parte das ações registra baixa.

Dentre os destaques de queda estão as ações da Brasil Foods ON (-3,22%, a R$ 27,00). O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Ministério da Justiça deve julgar hoje a compra da Sadia pela Perdigão. Conforme revelou o Valor, a expectativa é de tensão para a BRF - Brasil Foods, pois o órgão antitruste deve impor alguma restrição ao negócio. Ainda no "vermelho", as ações PNA da Vale cediam 0,86% há pouco, a R$ 43,71.

Na direção contrária, Petrobras PN subia 0,60%, a R$ 23,14, e OGX Petróleo ON se apreciava em 0,45%, a R$ 15,58. As principais altas do Ibovespa ainda partiam dos papéis Petrobras ON (0,82%, a R$ 25,73), Eletrobrás PNB (0,89%, a R$ 28,15) e Telesp PN (1,70%, a R$ 47,24). O Banco Santander elevou a recomendação para as ações da Telesp de "manutenção" para "compra".

Fora do índice, destaque para o desempenho das ações PNA da Suzano Papel e Celulose, com baixa de 2,29%, a R$ 13,19. A empresa anunciou que planeja fazer um investimento total da ordem de R$ 3,5 bilhões em 2011.

No mercado cambial, embora o dólar se mantenha em alta, a moeda vem perdendo força desde sua abertura. Após marcar máxima de R$ 1,589, há pouco, a divisa subia 0,25%, para R$ 1,580 na compra e R$ 1,582 na venda. No mercado futuro, o contrato de julho negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) inverteu o rumo e já registra leve perda de 0,03%, a R$ 1,589.

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