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SÃO PAULO - Com os investidores de olho na Grécia e à espera das palavras do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, o mercado acionário brasileiro mostra certa cautela no início dos negócios

SÃO PAULO - Com os investidores de olho na Grécia e à espera das palavras do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, o mercado acionário brasileiro mostra certa cautela no início dos negócios. De toda forma, depois de uma abertura negativa, a bolsa brasileira alterou o rumo e opera com leve valorização. Por volta das 11h, o Ibovespa subia 0,17%, aos 61.530 pontos, e girava R$ 620 milhões. Na BM&F, o índice futuro, com vencimento em agosto, apresentava alta de 0,16%, com o registro de 62.470 pontos. Ontem, o Ibovespa teve alta de 0,42%, aos 61.423 pontos. Nos Estados Unidos, as bolsas abriram o pregão em queda, mas já ensaiam recuperação. Minutos atrás, o índice Dow Jones cedia 0,11% e o Nasdaq diminuía 0,05%, enquanto o S&P 500 tinha ligeiro acréscimo de 0,02%. Por lá, o Fed anuncia no início da tarde sua decisão de política monetária, que não deve trazer surpresas. A taxa básica de juros do país deve ser mantida no intervalo de zero a 0,25% ao ano. Até lá, os agentes analisam os dados de variação de preços de imóveis e de estoques de petróleo e derivados no país. Na Europa, na noite de ontem, o governo grego teve uma vitória ao receber um voto de confiança do Parlamento, o que já era aguardado pelo mercado. Os investidores se tranquilizaram por ora, ao menos, já que a decisão deve abrir espaço para que o governo aprove medidas de austeridade que concederão ao país nova ajuda externa. O Parlamento da Grécia precisa passar 28 bilhões de euros em cortes orçamentários adicionais e novos impostos e apoiar um programa de 50 bilhões de euros em privatizações para o país ter em mãos 12 bilhões de euros dos empréstimos de resgate. Os parceiros da Grécia na zona do euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) atrelaram o recurso a um voto parlamentar positivo sobre o pacote de austeridade. Na cena corporativa brasileira, as ações que integram o Ibovespa operam divididas. Instantes atrás, as principais altas pertenciam aos papéis Redecard ON (1,44%, a R$ 23,13), Braskem PNA (1,38%, a R$ 21,95) e Hypermarcas ON (1,30%, a R$ 14,70). Ainda no campo positivo, Petrobras PN subia 1,11%, a R$ 23,50, e Vale PNA tinha leve ganho de 0,09%, a R$ 43,69. No sentido oposto, destaque de queda para o desempenho das ações Telemar ON (-1,68%%, a R$ 26,87), Rossi ON (-1,85%, a R$ 12,71) e Brasil Telecom PN (-2,00%, a R$ 14,65). Além disso, OGX Petróleo ON tinha baixa de 0,06%, a R$ 14,49. Fluxo externo Ainda no mercado brasileiro, o fluxo estrangeiro na Bovespa está negativo em R$ 877,2 milhões no acumulado de junho, até o dia 20, resultado de compras no valor de R$ 29,3 bilhões e de vendas de R$ 30,2 bilhões. Apenas na segunda-feira, quando o Ibovespa subiu 0,18%, para 61.168 pontos, o estrangeiro mostrou retirada líquida de R$ 109,4 milhões do mercado. No ano, o resultado da atuação do investidor internacional na bolsa brasileira está negativo em cerca de R$ 1,6 bilhão. (Beatriz Cutait | Valor)

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